sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

7º Aniversário da Alagamares

9 de Março, a partir das 20h, no Ginásio do Sintrense, na Estefânea, em Sintra,festa de aniversário da associação, durante a qual se homenagearão algumas figuras da vida cultural e cívica sintrense. Com música, poesia e participações várias e serviço de bar. ENTRADA LIVRE.

Para já a revelação de três nomes da Cultura e Cidadania que iremos homenagear, a saber:
CATEGORIA ARTES PERFORMATIVAS 
FILOMENA OLIVEIRA 



Filomena Oliveira é autora de Tomai lá do O’Neill (C. Teatro de Sintra, 1999; Teatro Auditório de Benfica, 2008) e da adaptação dramatúrgica de A Relíquia, de Eça de Queirós, levada a cena no Teatro Ibérico, em 2010, encenada pelo brasileiro Onivaldo Dutra, e, com Carlos Carvalheiro, da adaptação dramatúrgica, sob o título "Viriato", de A Voz dos Deuses, de João Aguiar (Castelo de Almourol, 2000, Companhia de Teatro Fatias de Cá, Tomar). É ainda autora da tradução e da versão dramatúrgica de O Alquimista de Ben Jonson (Quinta da Regaleira, 2005, Teatro Tapafuros).
Foi professora na Escola Superior de Educação de Coimbra, entre 2000 e 2005, na licenciatura de Teatro, trabalhando com Manuel Guerra e António Mercado. Em Coimbra, orientou ainda ateliers de teatro na Oficina Municipal de Teatro, tendo encenado dois espectáculos da sua autoria para a infância e juventude: O Labirinto e o Minotauro e Ítaca.
Concebeu e orientou o Programa de Expressão Dramática para o Curso de Professores do Instituto Pedagógico da cidade da Praia em Cabo-Verde (2004).
Apresentou comunicações nos Encontros de Teatro Ibérico, realizados no Teatro Garcia de Resende em Évora, entre 2003 e 2008, no âmbito do Fórum Teatral Ibérico, tendo sido formadora na Escola Superior de Teatro e Dança de Badajoz.
Em 2008 adaptou e encenou para o CENDREV, de Évora, o romance Memórias de Branca Dias, de Miguel Real, representado por Rosário Gonzaga, em digressão por todo o país. Em conjunto com Miguel Real é autora de:
- Adaptação dramatúrgica de Memorial do Convento, de J. Saramago, encenação Joaquim Benite (Teatro da Trindade, 1999, Companhias de Teatro de Almada e de Sintra,) e de uma versão para cinco actores, encenação Filomena Oliveira no Palácio N. de Mafra, (TNDMII, 2007/08; Éter-Produção Cultural, 2010);
- Os Patriotas, peça de teatro sobre a Geração de 70 e o Ultimato de 1890, encenada por Filomena Oliveira (Quinta da Regaleira, Sintra, 2001);
- O Umbigo de Régio, espectáculo apoiado pelo Ministério da Cultura com encenação de Filomena Oliveira (Teatro da Trindade e Barraca, 2003);
- Liberdade, Liberdade!, espectáculo sobre os presos políticos no Estado Novo, apoiado pelo Ministério da Cultura, encenado por Filomena Oliveira, Sintra, 2004 e bar do Teatro da Trindade, 2006 (Teatro Tapafuros);
- 1755. O Grande Terramoto, encenação de Jorge Fraga (Teatro da Trindade, 2006);
- Vieira – O Céu na Terra, na comemoração do quarto centenário do nascimento de Padre A. Vieira, com produção do Teatro Nacional D. Maria II, encenação de Filomena Oliveira (Ruínas do Carmo, Lisboa, Verão de 2008); e Vieira – O Sonho do Império (Museu do Teatro, Lisboa, 2009/10, Éter-Produção Cultural);
- Adaptação dramatúrgica de Os Maias, de Eça de Queirós, encenação de Filomena Oliveira (Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra, 2010, Éter- Produção Cultural);
- Uma Família Portuguesa, Grande Prémio do Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores/Teatro Aberto, levada à cena no Teatro Aberto, com encenação de Cristina Carvalhal (2010), espectáculo seleccionado para o Festival de Teatro de Almada e para um Festival de Teatro na Finlândia.

Em Janeiro de 2012, estreou o espectáculo NAVEGAR, CAMÕES, PESSOA E O V IMPÉRIO, escrita com Miguel Real, em cena no Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa, com música original de David Martins, pela ÉTER - Produção Cultural.


CATEGORIA CIDADANIA

FERNANDO SOUSA
 
Fernando Sousa, natural de Sintra, onde nasceu em 1952, estudou Direito, é jornalista e dramaturgo. Trabalhou nos jornais Tempo, Diário de Notícias e Público, e foi correspondente e colaborador de noutros periódicos, nacionais e regionais. Foi ainda crítico de teatro e de literatura. Na dramaturgia, o seu trabalho tem-se centrado na temática da guerra colonial. Membro da Amnistia Internacional desde 1985, fundou em 1991 o Grupo 19, em Sintra, estrutura que coordenou duas vezes e que desde então abraçou com determinação causas como Timor-Leste, nos anos de 1990, e a libertação de inúmeros prisioneiros de consciência, incluindo recentemente oito na Guiné Equatorial. Formou ainda ao longo das últimas décadas milhares de estudantes do concelho na área dos Direitos Humanos. Nesta data é jornalista freelancer e escritor, actividades que exerce a par ainda da colaboração com as estruturas nacionais da Amnistia Internacional Portugal. 

CATEGORIA LITERATURA

JORGE TELLES MENEZES

Poeta, tradutor, dramaturgo, cultor de spoken word. Sintra estruturou a sua existência. O verdadeiro cosmopolita é o mais puro defensor da tradição. Cresceu como ser humano quando traduziu Martin Heidegger e William Faulkner. De poesia publicou os livros In einer Fremden Stadt e Selenographia in Cynthia. É contra a civilização do petróleo, só usa transportes públicos. Recentemente editou Novelos de Sintra, de que se disse “ Um homem, uma mulher, uma montanha, uma casa, todos os outros homens e todas as outras casas, aldeias pequenas, médias e grandes e uma cidade. Sem nomes, eles são arquétipos das relações entre os humanos e entre estes e o património natural e construído. A meio do novelo, escapa contudo um topónimo que lhe retira o carácter universalista, pois afinal a utopia tem um nome – «Acordou no paraíso que o homem roubou para a terra ao reino de Deus: a montanha de Sintra». Desdenhando da necessidade de conceder verosimilhança à sua narrativa, o autor aproxima a sua novela da tradição de realismo fantástico – e não pede sequer permissão ao leitor para lançar para a cena personagens improváveis vivendo situações impossíveis. Se quisermos aproximar a novela de Telles de Menezes de um referente português, poderemos sem dúvida fazê-lo em relação às novelas de José Saramago, que aspiram a afirmar-se, segundo o Nobel luso, como «um espaço criativo onde devem estar o ensaio, o drama, a filosofia, a ciência», oferecendo-se como «um depósito da sabedoria humana»
Está presentemente empenhado na revista literária online Selene-Culturas de Sintra





Passando este ano 25 anos da morte de Zeca Afonso e 30 da de Adriano Correia de Oliveira, artistas vários farão uma homenagem musical, no contexto do Projecto Maiores que o Pensamento, plataforma de associações que por todo o país no ano de 2012 promoverá eventos e celebrações.

Alguns participantes já confirmados:

FRANCISCO NAIA E AMIGOS :PROJECTO RE-NASCER

Francisco Naia, Voz 
José Carita,Guitarra
RicardoFonseca,Guitarra e Viola Campaniça
Gil Pereira: Contrabaixo
Jorge Costa: Saxofone e Flauta Transversal
VÍTOR SARMENTO

Amante da música portuguesa desde que em 1973 começou a ouvir  e a cantarolar Sérgio Godinho e José Afonso.No final de 1974 colaborou com o Grupo Cultural de Unidade Popular (GCUP). Em 1975, colaborou com um grupo de jovens que percorriam algumas zonas do país a tocar e cantar canções da Revolução.Entre 1997 e 1999, integrou o grupo Três de Abril;
No ano 2000 ajudou a criar o grupo Erva de Cheiro.Foi o criador de vários projectos musicais, destacando-se o projecto “30 anos-30 canções de Abril” em 2004, o tributo a Adriano Correia de Oliveira “Cantaremos Adriano” em 2007. Com o grupo  Erva de Cheiro, o tributo a José Afonso “ Que viva o Zeca” em 2007 e no  ano de 2009 com o projecto “ Das mais belas canções de Abril”.
Participou na gravação de 3 CDs. Actualmente com 54 anos de idade, para além de continuar a cantar a solo sempre que se proporciona, participa no projecto  musical “ Cantadores da Rusga”, composto por 4 elementos.

JORGE JORDAN

Jorge  Jordan  nasceu em Lisboa e 10/06/56.Com 13 anos fez parte do Coro da Escola Francisco de Arruda, tendo estado nessa qualidade na RTP, por ocasião do dia de Portugal em 1969. Participou na Oficina de Samba da comunidade Afro- Brasileira. Com Pedro Vallenstein compões as musicas para as peças; Galieleu  Galilei e Ananuke, no Teatro S.Luiz e várias Escolas Secundárias, tendo também participado como actor. Tem vários poemas musicados de Marquesa de Alorna, Eugénio de Andrade, Francisco Vasconcelos
Nos anos 74/76 colaborou com o Grupo de Acção Cultural (GAC). Em vários momentos participou em várias sessões de canto livre a par de José Jorge Letria, Afonso Dias, Francisco Fanhais, Vitorino, Samuel, Duarte, Tino Flores. Em 2000 juntou-se ao Grupo Erva de Cheiro.Em 2004 participa no projecto “30 anos- 30 canções de Abril”.Em 2007 participa na gravação do 2º CD do Erva de Cheiro “ Que viva o Zeca”, tendo participado nos cerca de 20 espectáculos deste tributo.Também em 2007, com outros músicos, participa no tributo a Adriano Coreia de Oliveira “ cantaremos Adriano”, de que resultou também a gravação de um CD.
No campo das artes performativas, temos para já confirmadas as presenças de Orbesirindo (projecto de spoken word de Rui Mário, Pedro Hilário e Rui Zilhão)
Poesia e leitura de textos por Susana C.Gaspar   
e Vanessa Muscolino
Breve História da Alagamares em



LOCALIZAÇÃO
Chegando a Sintra, de carro, deve estacionar ou junto ao Centro Cultural Olga Cadaval, ou na zona perto do jardim da Correnteza e andar uns 50m na R.Heliodoro Salgado (pedonal), onde a 10m da Pastelaria Tirol e do mesmo lado da rua há uma rampa de acesso ao antigo ginásio do Sport União Sintrense. Ver imagem abaixo, indicando o acesso com X.

Autocarros da Scotturb desde Cascais 403, Fontanelas 441, Oeiras 467. Horários em
 

Comboios- Estações da Portela de Sintra e Sintra (preferencial).Horários em



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mais uma árvore abatida

Na senda dos abates de árvores, foi agora a vez de um chorão emblemático em Gouveia. Imagens de Maria do Céu Raposo.
                                 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tertúlia no Saudade


Reportagem da tertúlia da Alagamares sobre os Templários no Sintra Canal em:
http://www.sintracanal.tv/html/?v=wIPa1aW05j
Depois da tomada de Sintra aos mouros, em 1147, tratou D. Afonso Henriques de entregar a guarda da vila à Ordem do Templo. Assim, através de um documento de 1157 dirigido a D. Gualdim Pais, Grão-Mestre da dita Ordem, ficaram os Templários como primeiros donatários de Sintra.
Sexta feira 13 de Janeiro, e com elevada participação, a Alagamares evocou a presença templária em Sintra e suas influências, numa tertúlia no Café Saudade, tendo sido orador o escritor João Rodil.



domingo, 1 de janeiro de 2012

Ainda as árvores:podas e substituições



Continua na ordem do dia a polémica (mesmo incompreensível) intervenção que os serviços camarários vão fazendo em diversas árvores no centro de Sintra. Apesar de a única comunicação pública ter sido feita pela Câmara Municipal através do seu website referindo que “A Câmara Municipal de Sintra deu início à substituição de árvores que se encontram em deficientes condições fisiológicas para permanecer em locais públicos, após estudo efectuado pelo Instituto Superior de Agronomia.”  , nunca até ao momento isso se verificou.
Ainda esta semana, na Correnteza diversas árvores foram substituídas por… calçada.


Se estas acções se revestem de grande controvérsia, embora possam ser aceites mediante possíveis pareceres técnicos, inqualificável a todos os títulos é a forma de procedimento por parte da instituição que mais deveria zelar pelo património cultural à sua guarda.
No entanto, se reflectirmos um pouco, concluímos que este património “em risco” foi substituído de forma semelhante, por exemplo, à cobertura do café Paris, bem no Centro Histórico, num passado recente. Embora propriedade privada, encerra em si interesses bem públicos, quanto mais não seja pela arquitectura do lugar.
Significará por estas bandas “substituição” o mesmo que “remoção”? E que coerência existe, por exemplo, também em relação ao Vale da Raposa, autêntico matagal e depósito de lixo, em perigo claro de incêndio nos meses de Verão, posição já assumida pelas corporações de Bombeiros? Não haverá aqui risco eminente para a segurança pública? É privado, eu sei mas… que raio! Então servirá só a fiscalização para intervir em situações menores e por vezes caricatas?
Coincidência ou mera curiosidade, aquando de umas pesquisas que estou a desenvolver na imprensa regional sintrense, encontrei estes artigos no jornal Ecos de Sintra de 1946.






Vale a pena ler e verificar como estas questões que nos assolam a paciência nos dias de hoje, já levavam à irritação os nossos antepassados de há 65 anos, até mesmo na capital. Também neste particular, e infelizmente para nós, a imprensa regional era outra…
E já agora, o que se faz à lenha das árvores abatidas? Em 1946 era vendida em hasta pública…
Oxalá que daqui a 65 anos as coisas estejam bem diferentes!
Ricardo Duarte.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Jantar de Natal

Como habitualmente e com uma meia centena de associados e amigos, decorreu no dia 17 de Dezembro, desa feita, na Adega do Cozinheiro em Galamares o tradicional jantar de Natal. A todos os nossos associados e amigos, Feliz Natal e auspicioso 2012!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Visita ao Chalé da Condessa

Precedendo o tradicional jantar de Natal, um grupo de associados da Alagamares visitou o Chalé da Condessa, para, de certa forma completar um ciclo de luta pelo seu restauro iniciado em 2006 e que durante cinco anos se manteve em prol da recuperação que hoje é visível no edifício e jardins, em breve o mesmo sucedendo com os interiores. Um exemplo de como quando o Verbo encontra eco na Verba a obra cresce e avança. Na secção Documentos deste site pode ser consultado o dossiê das iniciativas que devolveram este exemplar do Romantismo à plena fruição dos portugueses e dos visitantes em geral.
Mais fotos:

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Decisões da reunião da Alagamares de 6 de Dezembro


Informar os associados da vida interna da Alagamares é também um dever, e assim, regularmente passaremos a dar conta das nossas decisões e propostas mais relevantes. Aqui vão as principais decisões da reunião directiva de 6 de Dezembro:

1. Foram designados Filipe Fiúza e João Aguiar como representantes da Alagamares no Conselho Geral da Escola D.Fernando II, em Sintra.

2. Foi deliberado que a quota anual em 2012 será de 12 euros, tendo sido designada uma Comissão para promover e agilizar os procedimentos relativos à cobrança das mesmas e actualização do ficheiro de sócios nos próximos 2 meses, de acordo com as sugestões apresentadas.

3. Foi deliberado contactar empresas e privados que queiram contribuir para os nossos eventos, e adopção de um critério de selecção de eventuais parcerias e apoios, a concretizar em apoio financeiro, ou para aquisição de equipamentos e materiais úteis para a associação.

4. Foi deliberada a adopção de um novo logótipo, indo recolher-se propostas para decisão sobre o mesmo.

5. Foi decidido promover em 2012 o Prémio Literário da Alagamares na categoria “Conto”, estando a ser elaborado o respectivo regulamento, sendo este um dos temas a submeter à consideração do Conselho Consultivo de 28 de Janeiro.

6. Foi deliberado tomar posição pública sobre o abate de árvores em Sintra, e a ausência de replantação subsequente, bem como insistir na necessidade de mais e maior informação por parte das entidades a respeito destas iniciativas.

7. Foi comunicado que com a colaboração da Parques de Sintra-Monte da Lua se efectuará uma visita técnica da Alagamares e convidados  ao Chalé da Condessa, no dia 17 de Dezembro, tendo em conta a postura da associação como “stakeholder” e parceiro da sociedade civil, no âmbito do acompanhamento deste processo cívico.

8. Ficou definido que neste mandato as reuniões de Direcção alargadas se realizarão mensalmente e às terças-feiras, tendo sido agendadas todas as que ocorrerão até Junho: 10 de Janeiro, 7 de Fevereiro, 6 de Março, 3 de Abril, 5 de Maio e 5 de Junho.

9. Foi aprovado o calendário e os eventos a levar a efeito no primeiro semestre de 2012, que será divulgado apenas no mês anterior a que digam respeito. Adianta-se que serão um total de 21 iniciativas, entre workshops, visitas culturais e ambientais, palestras, colóquios e intervenções cívicas e artísticas.

10. Foi decidido convocar uma primeira reunião dos órgãos sociais com o Conselho Consultivo para o dia 28 de Janeiro de 2012.

11. Foi decidido proceder a reformulações no site e newsletter, já de acordo com a nova imagem visual que com o contributo de todos venha entretanto a ser aprovada.

12. Foi deliberado agendar desde já uma Assembleia Geral Ordinária para o dia 20 de Março de 2012, viando a aprovação de contas, alteração aos estatutos e outros temas entretanto apresentados.

13. Foi decidido que os locais dos eventos ficam em aberto, e a cargo da equipa que os levar a efeito, podendo os de interior ocorrer em espaços municipais, bares, colectividades, bibliotecas ou escolas.

14. Foi decidido que na reunião de Maio se fará o agendamento de eventos até  Setembro/ Outubro.

15. Foi decidido que cada evento terá uma equipa com pelo menos 1 responsável e 2 a 3 colaboradores, que podem ser dos órgãos sociais ou não, desde que sob a responsabilidade do elemento de contacto.

16. Foi decidido que à semelhança do praticado em direcções anteriores, de cada evento no seu final será apresentado um relatório para conhecimento da reunião directiva do mês seguinte ao evento, contendo o nome do evento, responsáveis, objectivos pretendidos e conseguidos, fragilidades, nº de participantes, custos e receitas, e respectivos comprovativos. Os aspectos financeiros serão sempre colocados pelos coordenadores ao presidente e tesoureiro antes, durante e depois do evento.

17. Foi feita uma saudação à nossa vogal Susana Gaspar por ter sido designada para a coordenação do grupo 19, de Sintra, da Amnistia Internacional.

Sintra, 6 de Dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Tertúlia sobre a Guerra de África



Como previsto, decorreu na tarde de 4 de Dezembro uma tertúlia evocativa do ano de todos os perigos: 1961, agora que decorreram 50 anos de mudanças vertiginosas.
Em 1961 estava-se em plena crise dos misseis em Cuba, Kennedy subira ao poder nos Estados Unidos, atormentado pelo vendaval da história, no sentido democrático e descolonizador, Portugal vê rebentar conflitos armados em Angola, em Luanda e nas terras dos bacongos, perde de vez a Índia, assiste a revoltas palacianas como a de Botelho Moniz e motins como o do quartel de Beja. Incrédulo, o mundo acompanha o sequestro do Santa Maria, e compreende que algo vai mal no rincão à beira mal plantado.
Para analisar as causas e consequências de tudo isto, a Alagamares reuniu no Legendary Café, em Sintra, um animado grupo de tertulianos que, interessados, ouviram  histórias contadas por quem fez História, contadas por Carlos Matos Gomes, coronel comando e autor de vasta obra sobre a Guerra de África, e Rodrigo Sousa e Castro, capitão de Abril, membro do extinto Conselho da Revolução e responsável depois de Abril pela extinção da PIDE/DGS.
Foto de Pedro Macieira

sábado, 3 de dezembro de 2011

Onde pára o fontário manuelino?


Há muito desapareceu sem deixar rasto a fonte manuelina do Largo Afonso Albuquerque, em plena Estefânia de Sintra, e que durante muito tempo fez parte integrante da paisagem, facto que ninguém explica apesar dos protestos de vários sintrenses. Onde pára o fontário manuelino?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mais um plátano abatido no Centro Histórico de Sintra. O discreto mas implacável ruído da serra eléctrica continua a sangrar impunemente. E a replantação. Quando e com quê? 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

HISTÓRIAS DE MONSERRATE

Há cerca de um ano a Associação Amigos de Monserrate desafiou um grupo de escritores para escrever sobre Monserrate. Aceite o desafio com entusiasmo, surge agora a obra " Histórias de Monserrate", cujo lançamento terá lugar no próximo dia 5 de Dezembro, segunda-feira, pelas 18:30, na sede da Editora "Assírio e Alvim" ao Chiado ( Pátio do Siza ).

domingo, 20 de novembro de 2011

Alagamares juntou partidos para discussão da reforma autárquica

             


Decorreu no passado dia 19, no Palácio Valenças,em Sintra, um debate promovido pela Alagamares em torno da reforma da Administração Local, despoletado pelo designado Documento Verde, e que vai implicar alterações não só no mapa das freguesias, como no número de eleitos e na reconfiguração do modelo eleitoral e competências das autarquias. Decorre desse documento que Sintra verá agrupadas 5 das suas actuais freguesias (Montelavar, Pêro Pinheiro, S.Maria e S.Miguel, S.Pedro de Penaferrim e S.Martinho), reduzidos os vereadores de 10 para 8, e reconfigurado o quadro de dirigentes municipais, de acordo com critérios aí definidos no sentido da sua diminuição.

Com uma plateia interessada, e juntando pela primeira vez em torno deste tema representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, a sessão, que durou várias horas e contou com a participação de diversos presidentes de juntas de freguesia, começou com a intervenção do presidente da Comissão Política concelhia do PSD, José Faustino, que salientou que há um maior sentimento de pertença nas comunidades mais pequenas e que a agregação de freguesias faz sentido, pois as realidades actuais não satisfazem as populações, tal como apoiou a ideia das comunidades intermunicipais, de que segundo ele, a Sanest presentemente já representa uma realidade aproximada. As estruturas devem estar adaptadas à satisfação das necessidades, enfatizou.

O representante do CDS/PP, Silvino Rodrigues, por seu turno, realçou que a Assembleia Municipal deverá ter um papel relevante na definição destas novas realidades, alertando contudo para que não se faça uma divisão do território “a régua e esquadro”. O país já é muito assimétrico, salientou, e tal não deve ser agravado. No que concerne às mexidas no sector empresarial local, recomendou que se veja antes se o mesmo está dimensionado, admitindo, por exemplo, que serviços como os da recolha do lixo possam ser partilhados por mais de um município. Para Silvino Rodrigues, o problema das empresas municipais é em muitas ocasiões, uma questão de escala e má gestão. 

Rui Pereira, em representação do PS, apoiou a futura existência de executivos municipais monocolores, tal como já sucede com a formação dos governos, pondo igualmente ênfase na necessidade de organismos regionais como as áreas metropolitanas virem a ser sufragadas por eleição, até pelo previsível reforço das suas competências num quadro partilhado. Quanto à transferência de competências para as freguesias, apontou algumas más experiências do passado, reiterando que as competências das juntas devem ser igualmente políticas, o que em seu entender, não acontece de forma satisfatória no actual panorama. Desvalorizando o Documento Verde, salientou que este não é um projecto legislativo concreto e que enquanto proposta de reforma é uma oportunidade perdida. Só com uma proposta concreta, insistiu, se poderá fazer um debate sério sobre o que está em jogo. Exemplificando com a possível fusão das três freguesias “históricas” de Sintra, delas resultará um território que só por si será superior ao dos concelhos de Amadora e Oeiras juntos, refutando comparações com a reorganização feita em Lisboa. “Lisboa racionalizou”, frisou, enquanto a proposta do governo visa apenas acabar com 1500 freguesias, criando muitas sem identidade ou referências.

Usando da palavra em representação do PCP, o antigo vereador e deputado municipal Lino Paulo, ironizou que o documento “ainda está verde e pode apodrecer na fase legislativa”, e pouco diz, segundo ele, do que serão as propostas de lei que daí se seguirão. Apontando o que em seu entender foram algumas incongruências do PS no passado, elogiou as reformas de Mouzinho da Silveira e Passos Manuel, no século XIX, para si as verdadeiras reformas no sector feitas até hoje, e desmontou o mito de que existem autarquias a mais, dando alguns exemplos: a Bélgica, país com metade da dimensão de Portugal e 600 municípios, a Holanda 430, a Suíça 2721, além da proliferação de figuras administrativas similares às das nossas freguesias. As freguesias têm um papel importante na vida das pessoas, referiu, e uma reforma feita de cima para baixo só irá criar novos problemas. “É a freguesia quem dá apoio aos clubes, aos bombeiros, às IPSS, às colectividades”. Deixou ainda a informação que o PCP no quadro da Assembleia da República vai apresentar projectos de diplomas abarcando todas as matérias abordadas pelo designado Documento Verde.

Por seu turno, João Silva, do Bloco de Esquerda comungou da ideia de que a reforma é apressada, aumenta o centralismo e o bipartidarismo, bem como o poder dos presidentes de Câmara, sem um correspondente aumento dos poderes das Assembleias Municipais, onde deverão em seu entender ocorrer  moções de censura ao executivo. Também em seu entender as Assembleias Municipais deveriam ter maior controlo sobre o sector empresarial local. Quanto às verbas para o poder local, estas deveriam ser descentralizadas, para acabar com o “chapéu na mão”, e vir directamente do orçamento do Estado. Igualmente defendeu a eleição directa dos órgãos das áreas metropolitanas e a criação de uma comissão eventual da Assembleia Municipal para acompanhar este assunto.

Em nome da Alagamares e no sentido de deixar contributos para o debate,interviu João Afonso Aguiar, reflectindo sobre o fenómeno da desorçamentação das autarquias através do seu sector empresarial; sobre o aumento das competências das freguesias e o consequente aumento da área concorrencial com os municípios; questionando se a constituição das Comunidades Intermunicipais, mediante a transferência de competências da Administração Central e Local e com a eleição directa dos seus órgãos não consubstanciará uma forma dissimulada e antidemocrática de instituir as regiões administrativas; e, finalmente, se com a instituição da forma de governo parlamentar nas autarquias não haverá um acréscimo da instabilidade política com a formação de maiorias de bloqueio.

Na fase de debate, bastante participado, estas e outras questões foram abordadas pelos presentes, com destaque para autarcas como Ana Gomes do PS e os presidentes das juntas de freguesia de Algueirão-Mem Martins, S.Martinho ou Massamá, bem como diversos munícipes interessados na problemática em debate.

No encerramento, e em nota de rodapé, o presidente da Alagamares não deixou de aproveitar a ocasião para denunciar os recentes abates de árvores de grande porte no centro histórico, solicitando que as entidades informem antecipadamente e de forma cabal sobre as intervenções que de ano para ano vão desertificando a paisagem urbana da Vila, assim desvalorizando o seu valor cénico e monumental, que igualmente contribuiu para a classificação de Sintra como Paisagem Cultural.

sábado, 12 de novembro de 2011

Abate de árvores em Sintra: a razia continua

NA VILA VELHA (Fotos de Pedro Macieira)
NA RUA D.JOÃO DE CASTRO(Fotos de Ricardo Duarte)
Aqui já pouco resta a fazer, senão replantar. Mas pergunta-se: se estavam doentes, quem as deixou de tratar ou esqueceu-se de espaço para rega, ou mesmo danificando raízes quando se realizaram obras no subsolo? Matar quem se deixa morrer é desculpa que nada justifica.

Reacções:

Estamos juntos.Esta informação deverá circular por todos os meios de informação local com o apoio das várias entidades que se manifestarem e se indignarem com esta medida anti paisagem natural património mundial.
A nossa sugestão deverá passar por um esclarecimento aos sintrenses para que inviabilizem esta violação ao ambiente e à paisagem do concelho de Sintra.
Cumprimentos
Casa das Cenas - Educação pela Arte

Amigos
Abater árvores é competição nacional a que muitas câmaras procedem. As árvores tiram o sol às casas, as folhas caídas são fatores de lixo, obrigam à anual despesa da poda, incomodam os peões se estão implantadas nos passeios, são esconderijos de pássaros que nos cagam sobre a cabeça e abrigos onde imorais sujeitos e velhos com a próstata grande mijam. Logo, é cortá-las bem cortadas, esfaqueá-las, matá-las. Quanto mais betão erguermos e árvores destruirmos mais saudável e abençoada será a nação.
Talvez por isso, quando há algum tempo a Alagamares reclamou sobre um futuro corte das árvores de Colares, os "donos" delas disseram que era mentira, falsidades e estivessem tranquilos que consultariam a Alagamares se um dia pensassem nisso. Segundo me recordo escrevi para vocês a dizer que isso era mentira para embaciar os espíritos crédulos. Assim parece. Os carrascos das árvores vêm escondidos na noite ou pela madrugada e zás, limpam-lhes o sebo. Quando o cidadão acorda vê que a paisagem foi roubada, saqueada. Faz queixa. Ninguém o escuta. Porquê? Em Portugal o cidadão não é um cidadão mas uma bosta. É democrático.
Com todo o respeito e agradecido pelo vosso esforço
António Sales

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Prémio Agustina Bessa Luis com ligações a Sintra


O romance “Trás-os-Montes”, de Tiago Manuel Ribeiro Patrício, venceu por unanimidade o Prémio Revelação Agustina-Bessa Luís, no valor de 25 mil euros, disse hoje à Lusa fonte da Estoril Sol que institui o galardão.

Tiago Manuel Ribeiro Patrício, 32 anos, farmacêutico, é o terceiro vencedor deste prémio que, além do valor pecuniário, garante a publicação da obra através da editora Gradiva.

Na acta do júri, presidido pelo escritor Vasco Graça Moura, a que a Lusa teve acesso, salientam-se “as qualidades de escrita reportadas à dureza de um universo infantil numa aldeia de Trás-os-Montes e à maneira como o estilo narrativo encontra uma sugestiva economia na expressão e comportamentos das personagens”.

O Prémio, instituído pela Estoril Sol em 2008 por ocasião do seu 50.º aniversário, distingue um romance inédito de autor português até 35 anos, sem qualquer obra publicada no género.

O júri foi composto ainda por Guilherme d’Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e ainda Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual, e Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.

Os anteriores distinguidos foram Raquel Ochôa com “A Casa-Comboio” e que este ano publicou uma biografia da infanta Maria Antónia de Bragança, neta do Rei D. Miguel, e o neurologista Paulo Mourão com “A cabeça Séneca”. Em 2008 o Prémio não foi atribuído “por falta de qualidades dos textos apresentados”, segundo fonte do júri.

O vencedor deste ano, Tiago Manuel Patrício, nasceu no Funchal, é orientador de um curso de poesia no Hospital Psiquiátrico do Telhal e realiza uma residência artística no Estabelecimento Prisional do Linhó, no âmbito dos projectos EVA (Exclusão -- Valor Acrescentado).

Trabalha como dramaturgo com várias companhias de teatro, nomeadamente o teatromosca (Sintra), Estaca Zero e Ponto Teatro (Porto), para as quais escreveu diversas peças (“Paula Rego”, “Hellen Keller”, “Snipers” e “Lugares”).

A sua peça “Checoslováquia” recebeu a Menção Honrosa no prémio luso-brasileiro de dramaturgia António José da Silva, obra que, em Setembro último, foi apresentada no Teatro Nacional D. Maria II, numa leitura encenada.