terça-feira, 18 de outubro de 2011

Homenagem a Mário de Azevedo Gomes



A Parques de Sintra - Monte da Lua SA apoia a realização de 20 a 23, no Parque da Pena, do Congresso “A Árvore Histórica, Herança Cultural”, durante o qual, no dia 21, será feito o lançamento de dois livros de homenagem ao Professor Mário de Azevedo Gomes: a sua biografia, escrita pelo Engº Ignacio García Pereda, e a reedição (em fac-simile) da sua “Monografia do Parque da Pena”.

Mário de Azevedo Gomes foi filho do comandante Manuel de Azevedo Gomes e de sua esposa Alice Hensler, a filha de Elise Hensler, a condessa de Edla. Licenciou-se em Engenharia Agronómica em 1907, enveredando por uma carreira na área da silvicultura e da investigação e docência universitária.Foi admitido como docente do Instituto Superior de Agronomia em 1914, exercendo funções docentes até 1946. Voltou à docência em 1951, jubilando-se em 1955.Foi fundador e primeiro director da Estação Agrícola Nacional e dirigiu os programas de extensão rural, então designados por instrução agrícola, entre 1919 e 1925.Entre Dezembro de 1923 e Fevereiro de 1924, foi ministro da Primeira República Portuguesa, integrando o executivo presidido por Álvaro Xavier de Castro.Após o Golpe de 28 de Maio de 1926 aderiu à oposição democrática, sendo um das figuras mais ilustres da oposição anti-salazarista.Foi colaborador da Seara Nova e membro da Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática (MUD), à qual presidiu. Em 1946, foi-lhe instaurado um processo disciplinar por ter redigido um manifesto crítico sobre o posicionamento de Portugal face à Organização das Nações Unidas (ONU), de que resultou a sua demissão do lugar de professor da Universidade Técnica de Lisboa. Foi readmitido em 1951, jubilando-se em 1955.Em 1948, já depois da extinção do MUD, presidiu à comissão central da candidatura a Presidência da República o general Norton de Matos.
A sua Monografia do Parque da Pena, obra há muito esgotada e agora reeditada em fac símile é uma boa notícia, pela sua natureza exaustiva e única, quer pelo seu valor científico e histórico, e para cuja reedição a Alagamares já havia feito sugestões à Parques de Sintra-Monte da Lua que assim dá um contributo importante para o conhecimento do Parque da Pena e da sua flora endémica e exótica. Por realizar, fica ainda a grande homenagem a Carlos de Oliveira Carvalho, o “Carvalho da Pena”, durante décadas abnegado e zeloso  administrador florestal no dito Parque, e por nós e mais sintrenses reiteradamente reclamada.

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