Há cerca de um ano a Associação Amigos de Monserrate desafiou um grupo de escritores para escrever sobre Monserrate. Aceite o desafio com entusiasmo, surge agora a obra " Histórias de Monserrate", cujo lançamento terá lugar no próximo dia 5 de Dezembro, segunda-feira, pelas 18:30, na sede da Editora "Assírio e Alvim" ao Chiado ( Pátio do Siza ).
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Alagamares juntou partidos para discussão da reforma autárquica
Decorreu no passado dia 19, no Palácio Valenças,em Sintra, um debate promovido pela Alagamares em torno da reforma da Administração Local, despoletado pelo designado Documento Verde, e que vai implicar alterações não só no mapa das freguesias, como no número de eleitos e na reconfiguração do modelo eleitoral e competências das autarquias. Decorre desse documento que Sintra verá agrupadas 5 das suas actuais freguesias (Montelavar, Pêro Pinheiro, S.Maria e S.Miguel, S.Pedro de Penaferrim e S.Martinho), reduzidos os vereadores de 10 para 8, e reconfigurado o quadro de dirigentes municipais, de acordo com critérios aí definidos no sentido da sua diminuição.
Com uma plateia interessada, e juntando pela primeira vez em torno deste tema representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, a sessão, que durou várias horas e contou com a participação de diversos presidentes de juntas de freguesia, começou com a intervenção do presidente da Comissão Política concelhia do PSD, José Faustino, que salientou que há um maior sentimento de pertença nas comunidades mais pequenas e que a agregação de freguesias faz sentido, pois as realidades actuais não satisfazem as populações, tal como apoiou a ideia das comunidades intermunicipais, de que segundo ele, a Sanest presentemente já representa uma realidade aproximada. As estruturas devem estar adaptadas à satisfação das necessidades, enfatizou.
O representante do CDS/PP, Silvino Rodrigues, por seu turno, realçou que a Assembleia Municipal deverá ter um papel relevante na definição destas novas realidades, alertando contudo para que não se faça uma divisão do território “a régua e esquadro”. O país já é muito assimétrico, salientou, e tal não deve ser agravado. No que concerne às mexidas no sector empresarial local, recomendou que se veja antes se o mesmo está dimensionado, admitindo, por exemplo, que serviços como os da recolha do lixo possam ser partilhados por mais de um município. Para Silvino Rodrigues, o problema das empresas municipais é em muitas ocasiões, uma questão de escala e má gestão.
Rui Pereira, em representação do PS, apoiou a futura existência de executivos municipais monocolores, tal como já sucede com a formação dos governos, pondo igualmente ênfase na necessidade de organismos regionais como as áreas metropolitanas virem a ser sufragadas por eleição, até pelo previsível reforço das suas competências num quadro partilhado. Quanto à transferência de competências para as freguesias, apontou algumas más experiências do passado, reiterando que as competências das juntas devem ser igualmente políticas, o que em seu entender, não acontece de forma satisfatória no actual panorama. Desvalorizando o Documento Verde, salientou que este não é um projecto legislativo concreto e que enquanto proposta de reforma é uma oportunidade perdida. Só com uma proposta concreta, insistiu, se poderá fazer um debate sério sobre o que está em jogo. Exemplificando com a possível fusão das três freguesias “históricas” de Sintra, delas resultará um território que só por si será superior ao dos concelhos de Amadora e Oeiras juntos, refutando comparações com a reorganização feita em Lisboa. “Lisboa racionalizou”, frisou, enquanto a proposta do governo visa apenas acabar com 1500 freguesias, criando muitas sem identidade ou referências.
Usando da palavra em representação do PCP, o antigo vereador e deputado municipal Lino Paulo, ironizou que o documento “ainda está verde e pode apodrecer na fase legislativa”, e pouco diz, segundo ele, do que serão as propostas de lei que daí se seguirão. Apontando o que em seu entender foram algumas incongruências do PS no passado, elogiou as reformas de Mouzinho da Silveira e Passos Manuel, no século XIX, para si as verdadeiras reformas no sector feitas até hoje, e desmontou o mito de que existem autarquias a mais, dando alguns exemplos: a Bélgica, país com metade da dimensão de Portugal e 600 municípios, a Holanda 430, a Suíça 2721, além da proliferação de figuras administrativas similares às das nossas freguesias. As freguesias têm um papel importante na vida das pessoas, referiu, e uma reforma feita de cima para baixo só irá criar novos problemas. “É a freguesia quem dá apoio aos clubes, aos bombeiros, às IPSS, às colectividades”. Deixou ainda a informação que o PCP no quadro da Assembleia da República vai apresentar projectos de diplomas abarcando todas as matérias abordadas pelo designado Documento Verde.
Por seu turno, João Silva, do Bloco de Esquerda comungou da ideia de que a reforma é apressada, aumenta o centralismo e o bipartidarismo, bem como o poder dos presidentes de Câmara, sem um correspondente aumento dos poderes das Assembleias Municipais, onde deverão em seu entender ocorrer moções de censura ao executivo. Também em seu entender as Assembleias Municipais deveriam ter maior controlo sobre o sector empresarial local. Quanto às verbas para o poder local, estas deveriam ser descentralizadas, para acabar com o “chapéu na mão”, e vir directamente do orçamento do Estado. Igualmente defendeu a eleição directa dos órgãos das áreas metropolitanas e a criação de uma comissão eventual da Assembleia Municipal para acompanhar este assunto.
Em nome da Alagamares e no sentido de deixar contributos para o debate,interviu João Afonso Aguiar, reflectindo sobre o fenómeno da desorçamentação das autarquias através do seu sector empresarial; sobre o aumento das competências das freguesias e o consequente aumento da área concorrencial com os municípios; questionando se a constituição das Comunidades Intermunicipais, mediante a transferência de competências da Administração Central e Local e com a eleição directa dos seus órgãos não consubstanciará uma forma dissimulada e antidemocrática de instituir as regiões administrativas; e, finalmente, se com a instituição da forma de governo parlamentar nas autarquias não haverá um acréscimo da instabilidade política com a formação de maiorias de bloqueio.
Na fase de debate, bastante participado, estas e outras questões foram abordadas pelos presentes, com destaque para autarcas como Ana Gomes do PS e os presidentes das juntas de freguesia de Algueirão-Mem Martins, S.Martinho ou Massamá, bem como diversos munícipes interessados na problemática em debate.
No encerramento, e em nota de rodapé, o presidente da Alagamares não deixou de aproveitar a ocasião para denunciar os recentes abates de árvores de grande porte no centro histórico, solicitando que as entidades informem antecipadamente e de forma cabal sobre as intervenções que de ano para ano vão desertificando a paisagem urbana da Vila, assim desvalorizando o seu valor cénico e monumental, que igualmente contribuiu para a classificação de Sintra como Paisagem Cultural.
sábado, 12 de novembro de 2011
Abate de árvores em Sintra: a razia continua
NA VILA VELHA (Fotos de Pedro Macieira)
NA RUA D.JOÃO DE CASTRO(Fotos de Ricardo Duarte)
Aqui já pouco resta a fazer, senão replantar. Mas pergunta-se: se estavam doentes, quem as deixou de tratar ou esqueceu-se de espaço para rega, ou mesmo danificando raízes quando se realizaram obras no subsolo? Matar quem se deixa morrer é desculpa que nada justifica.
Reacções:
Reacções:
Estamos juntos.Esta informação deverá circular por todos os meios de informação local com o apoio das várias entidades que se manifestarem e se indignarem com esta medida anti paisagem natural património mundial.
A nossa sugestão deverá passar por um esclarecimento aos sintrenses para que inviabilizem esta violação ao ambiente e à paisagem do concelho de Sintra.
Cumprimentos
Casa das Cenas - Educação pela Arte
Amigos
Abater árvores é competição nacional a que muitas câmaras procedem. As árvores tiram o sol às casas, as folhas caídas são fatores de lixo, obrigam à anual despesa da poda, incomodam os peões se estão implantadas nos passeios, são esconderijos de pássaros que nos cagam sobre a cabeça e abrigos onde imorais sujeitos e velhos com a próstata grande mijam. Logo, é cortá-las bem cortadas, esfaqueá-las, matá-las. Quanto mais betão erguermos e árvores destruirmos mais saudável e abençoada será a nação.
Talvez por isso, quando há algum tempo a Alagamares reclamou sobre um futuro corte das árvores de Colares, os "donos" delas disseram que era mentira, falsidades e estivessem tranquilos que consultariam a Alagamares se um dia pensassem nisso. Segundo me recordo escrevi para vocês a dizer que isso era mentira para embaciar os espíritos crédulos. Assim parece. Os carrascos das árvores vêm escondidos na noite ou pela madrugada e zás, limpam-lhes o sebo. Quando o cidadão acorda vê que a paisagem foi roubada, saqueada. Faz queixa. Ninguém o escuta. Porquê? Em Portugal o cidadão não é um cidadão mas uma bosta. É democrático.
Com todo o respeito e agradecido pelo vosso esforço
António Sales
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Prémio Agustina Bessa Luis com ligações a Sintra

O romance “Trás-os-Montes”, de Tiago Manuel Ribeiro Patrício, venceu por unanimidade o Prémio Revelação Agustina-Bessa Luís, no valor de 25 mil euros, disse hoje à Lusa fonte da Estoril Sol que institui o galardão.
Tiago Manuel Ribeiro Patrício, 32 anos, farmacêutico, é o terceiro vencedor deste prémio que, além do valor pecuniário, garante a publicação da obra através da editora Gradiva.
Na acta do júri, presidido pelo escritor Vasco Graça Moura, a que a Lusa teve acesso, salientam-se “as qualidades de escrita reportadas à dureza de um universo infantil numa aldeia de Trás-os-Montes e à maneira como o estilo narrativo encontra uma sugestiva economia na expressão e comportamentos das personagens”.
O Prémio, instituído pela Estoril Sol em 2008 por ocasião do seu 50.º aniversário, distingue um romance inédito de autor português até 35 anos, sem qualquer obra publicada no género.
O júri foi composto ainda por Guilherme d’Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e ainda Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual, e Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.
Os anteriores distinguidos foram Raquel Ochôa com “A Casa-Comboio” e que este ano publicou uma biografia da infanta Maria Antónia de Bragança, neta do Rei D. Miguel, e o neurologista Paulo Mourão com “A cabeça Séneca”. Em 2008 o Prémio não foi atribuído “por falta de qualidades dos textos apresentados”, segundo fonte do júri.
O vencedor deste ano, Tiago Manuel Patrício, nasceu no Funchal, é orientador de um curso de poesia no Hospital Psiquiátrico do Telhal e realiza uma residência artística no Estabelecimento Prisional do Linhó, no âmbito dos projectos EVA (Exclusão -- Valor Acrescentado).
Trabalha como dramaturgo com várias companhias de teatro, nomeadamente o teatromosca (Sintra), Estaca Zero e Ponto Teatro (Porto), para as quais escreveu diversas peças (“Paula Rego”, “Hellen Keller”, “Snipers” e “Lugares”).
A sua peça “Checoslováquia” recebeu a Menção Honrosa no prémio luso-brasileiro de dramaturgia António José da Silva, obra que, em Setembro último, foi apresentada no Teatro Nacional D. Maria II, numa leitura encenada.
Na acta do júri, presidido pelo escritor Vasco Graça Moura, a que a Lusa teve acesso, salientam-se “as qualidades de escrita reportadas à dureza de um universo infantil numa aldeia de Trás-os-Montes e à maneira como o estilo narrativo encontra uma sugestiva economia na expressão e comportamentos das personagens”.
O Prémio, instituído pela Estoril Sol em 2008 por ocasião do seu 50.º aniversário, distingue um romance inédito de autor português até 35 anos, sem qualquer obra publicada no género.
O júri foi composto ainda por Guilherme d’Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e ainda Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual, e Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.
Os anteriores distinguidos foram Raquel Ochôa com “A Casa-Comboio” e que este ano publicou uma biografia da infanta Maria Antónia de Bragança, neta do Rei D. Miguel, e o neurologista Paulo Mourão com “A cabeça Séneca”. Em 2008 o Prémio não foi atribuído “por falta de qualidades dos textos apresentados”, segundo fonte do júri.
O vencedor deste ano, Tiago Manuel Patrício, nasceu no Funchal, é orientador de um curso de poesia no Hospital Psiquiátrico do Telhal e realiza uma residência artística no Estabelecimento Prisional do Linhó, no âmbito dos projectos EVA (Exclusão -- Valor Acrescentado).
Trabalha como dramaturgo com várias companhias de teatro, nomeadamente o teatromosca (Sintra), Estaca Zero e Ponto Teatro (Porto), para as quais escreveu diversas peças (“Paula Rego”, “Hellen Keller”, “Snipers” e “Lugares”).
A sua peça “Checoslováquia” recebeu a Menção Honrosa no prémio luso-brasileiro de dramaturgia António José da Silva, obra que, em Setembro último, foi apresentada no Teatro Nacional D. Maria II, numa leitura encenada.
domingo, 30 de outubro de 2011
Entrevista de valter hugo mãe à Alagamares
Por ocasião do novo livro de valter hugo mãe "o filho de mil homens" reditamos uma entrevista feita há algum tempo com valter hugo mãe
valter hugo mãe nasceu em Angola, Saurimo, em 1971. Passou a infância em Paços de Ferreira, vive em Vila do Conde desde 1981. Licenciado em Direito, pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
Vencedor do Prémio José Saramago com o romance o remorso de baltazar serapião, Quidnovi, 2006, sobre o qual José Saramago disse: «Este livro é um tsunami, não no sentido destrutivo, mas da força. Foi a primeira imagem que me veio à cabeça quando o li. [...] Quando foi publicado? E os sismógrafos não deram por nada? Oh, que terra insensível: este livro é uma revolução. Tem de ser lido, porque traz muito de novo e fertilizará a literatura. Por vezes tive a sensação de estar a assistir a um novo parto da língua portuguesa.».
Autor também do romance o nosso reino, Temas & Debates, 2004, considerado pelo Diário de Notícias o melhor romance português editado nesse ano.
Autor também do romance o nosso reino, Temas & Debates, 2004, considerado pelo Diário de Notícias o melhor romance português editado nesse ano.
Escreveu diversos livros de poesia, entre os quais: bruno, Littera, 2007; pornografia erudita, Edições Cosmorama, 2007; livro de maldições, Objecto Cardíaco, 2006; o resto da minha alegria seguido de a remoção das almas, Cadernos do Campo Alegre, 2003; útero, Quasi, 2003; a cobrição das filhas, Quasi, 2001 e três minutos antes de a maré encher, Quasi, 2000.
Sobre a sua obra: A meta física do corpo, sobre a poesia de valter hugo mãe, seguido de uma antologia, de Rui Lage, Edições Cosmorama, 2006.
Organizou as antologias: O Encantador de Palavras, poesia de Manoel de Barros; Série Poeta, em homenagem a Julio – Saúl Dias; Quem Quer Casar com a Poetisa, poesia de Adília Lopes; O Futuro em Anos-Luz, por sugestão do Porto 2001; Desfocados pelo Vento, A Poesia dos Anos 80, Agora; Cântico Negro, poesia de José Régio, em colaboração com Luís Adriano Carlos.
A sua poesia está traduzida/editada em antologias ou livros autónomos em países como Espanha, Brasil, República Checa, Tunísia, Israel, Alemanha, Suiça, França, Eslovénia, Estónia e Estados Unidos da América.
Esporadicamente, dedica-se às artes plásticas, tendo realizado a sua primeira exposição, intitulada o rosto de gregor samsa, no final de 2006 na Galeria Símbolo (Rua Miguel Bombarda, Porto), preparando a segunda, ainda sem título, para o final de 2008.Actualmente constituiu a banda Governo.
ALAGAMARES-O valter hugo mãe distribui-se por diferentes áreas de actividade artística, literária e musical e até é licenciado em Direito.Qual a sua propensão natural de todas estas? Como se definiria?
vhm-Sou um escritor. Não é possível comparar tudo o mais que faço, ou com que me envolvo, com o meu percurso e empenho na escrita. Sou, de facto, alguém que escreve e tem na escrita um eixo fundamental da sua vida.
vhm-Sou um escritor. Não é possível comparar tudo o mais que faço, ou com que me envolvo, com o meu percurso e empenho na escrita. Sou, de facto, alguém que escreve e tem na escrita um eixo fundamental da sua vida.
ALAGAMARES-A sua escrita reflecte uma visão muito contemporânea da nossa sociedade e valores.Que valores predominam hoje na sociedade portuguesa com os quais se revê?
vhm-Isso gostava eu de saber, que o mais que faço é andar à procura de entender. Os meus livros pretendem ajudar-me a conhecer e a aceitar, eventualmente, o lugar do outro. Não creio que sejamos piores do que os outros, creio é que podemos mesmo ser melhores do que já somos. Gosto de uma certa humildade portuguesa, mas lamento o menosprezo, gosto da familiaridade portuguesa, não gosto tanto da intromissão ou da inveja, como bem aponta José Gil. Uma sociedade melhor há-de ser sempre uma sociedade que procure os seus equilíbrios. Precisamos amenizar defeitos e potenciar virtudes, para isso há que diagnosticar e assumir.
vhm-Isso gostava eu de saber, que o mais que faço é andar à procura de entender. Os meus livros pretendem ajudar-me a conhecer e a aceitar, eventualmente, o lugar do outro. Não creio que sejamos piores do que os outros, creio é que podemos mesmo ser melhores do que já somos. Gosto de uma certa humildade portuguesa, mas lamento o menosprezo, gosto da familiaridade portuguesa, não gosto tanto da intromissão ou da inveja, como bem aponta José Gil. Uma sociedade melhor há-de ser sempre uma sociedade que procure os seus equilíbrios. Precisamos amenizar defeitos e potenciar virtudes, para isso há que diagnosticar e assumir.
ALAGAMARES-Já ganhou um prémio Saramago. Revê-se ou aprecia mais o homem, o político, o escritor ou nenhum?
vhm-O José Saramago é um grande homem, é um grande escritor. Cresci a admirar o seu compromisso constante com as questões sociais e políticas, admiro que se incomode e não preciso de estar sempre de acordo com ele. Acho que é bem verdade aquela máxima que diz que o preocupante não é o barulho dos maus, mas sim o silêncio dos bons. O Saramago escreve magistralmente e nunca se calou, correndo riscos e incomodando-se. Gosto de gente assim, que pense e opine, para que quem detenha o poder não se julgue invisível ou impune.
vhm-O José Saramago é um grande homem, é um grande escritor. Cresci a admirar o seu compromisso constante com as questões sociais e políticas, admiro que se incomode e não preciso de estar sempre de acordo com ele. Acho que é bem verdade aquela máxima que diz que o preocupante não é o barulho dos maus, mas sim o silêncio dos bons. O Saramago escreve magistralmente e nunca se calou, correndo riscos e incomodando-se. Gosto de gente assim, que pense e opine, para que quem detenha o poder não se julgue invisível ou impune.
Alagamares-Quem são para si os grandes escritores vivos da actualidade?
vhm-Saramago e Lobo Antunes (por quem tenho uma paixão avassaladora), Herberto Helder, Agustina, Ramos Rosa, Maria Velho da Costa, Armando Silva Carvalho, José Agostinho Baptista, Adília Lopes
Alagamares-Acha que um blogger é um escritor que não arranjou editor ou é um repentista que gosta de se ouvir a si próprio? Há uma literatura do tempo das redes sociais?
vhm-Um blogger pode ser de tudo. Há-os bons e maus. Há daqueles que hão-de passar a livro em esplendor, e outros que não chegarão lá. Acho que o blogue intensificou algumas características que já vinham a ser exploradas na literartura pós-moderna, a fragmentaridade e a atenção a um sem número de temas menores, aquilo que leva a uma espécie de literatura de tom diarístico. As recolhas do Pedro Mexia mostram isso bem. Penso que serão dos melhores livros resultantes de blogues que tivemos em Portugal. Por consequência o Pedro Mexia será dos nossos bloguers mais interessantes, sem dúvida. Mas ele já vinha dos livros, na verdade, o blogue veio depois.
ALAGAMARES-O que anda a escrever neste momento?
vhm-Estou a fazer alterações num argumento que escrevi para uma longa-metragem a ser rodada no Porto no início de 2010.
ALAGAMARES-Acordo Ortográfico: sim ou não?
vhm-Sim, se exactamente como está definido é que tenho dúvida. Mas acho fundamental que procuremos manter a língua coesa no âmbito dos PALOP. Se o mundo nos deixar com o português confinado a Portugal vamos ficar mais sozinhos, muito mais pequenos, numa espécie de claustrofobia que será difícil de ultrapassar e que nos prejudicará a todos os níveis, desde logo, e mais ainda, no que respeita à auto-estima.
ALAGAMARES-O graffitti é uma forma de arte ou vandalismo?
vhm-Amo graffittis. Há gente fabulosa a pintar por aí. Adorava que me pintassem umas paredes, umas telas, uns papéis, o que fosse. Mas compreendo que nem todos os cidadãos pensem assim, e as casas são de quem são. Creio que há graffitters que entendem um pouco melhor a ética da coisa e fazem intervenções em lugares que, por algum motivo, se adequam melhor à filosofia rebelde da coisa. Penso que algumas zonas das cidades deviam ser declaradas de liberdade criativa a este respeito. Seria lindo. Já a malta dos tags é uma treta. Assinam por aí fora num problema de ego mal resolvido. Não gosto.
ALAGAMARES-Porque escreve sempre com minúsculas?
vhm-Porque procuro aproximar-me do modo como verdadeiramente falamos, e não falamos com maiúsculas. O nosso discurso acentua-se naquilo que, pelo sentido das palavras, leva o interlocutor a uma espécie de sublinhado. Nos livros faço isso, ou procuro fazer, que é deixar ao leitor a atribuição da importância relativa de cada palavra. Há uma aceleração do texto e uma democratização da dignidade de cada expressão, de cada vocábulo.
ALAGAMARES-Como vê a juventude portuguesa desta última década?
vhm-Infelizmente parece-me que a minha geração está a retroceder em valores. Nos anos oitenta vivemos numa liberdade, e sobretudo com os olhos postos numa prometida liberdade que, quando passamos a ser pais, voltamos a fechar.
Lamento encontrar em escolas que visito malta dos 15 aos 18 com valores mais antigos dos que os meus. Cheios de preconceitos e caminhando, por exemplo, para uma sociedade mais machista. Abomino essas cantoras tipo putas que se põem nos vídeos de cuecas a esfregarem-se nos carros ou nos gajos com ar de chulos. A América está a vender à juventude de todo o mundo uma imagem dos rapazes como durões antipáticos e das raparigas como descerebradas e no cio. É uma pena, e lamento que a malta nova depois mimetize estes clichés julgando que isso lhes dá poder.
ALAGAMARES-Sintra para si suscita que tipo de sentimentos?
vhm-Tenho vertigens. Tentei um dia subir aí umas ruínas e fiquei petrificado nos primeiros degraus. Tinha vinte anos e foi um pesadelo. Quando penso em Sintra revivo um pouco esse momento em que percebi que o incómodo com as alturas podia ser extremo.
sábado, 29 de outubro de 2011
Orbesirindo
In-InicioSom...e a música fez-se verbo.
As Orbes Ir Indo numa viagem orbital (ou des?) de falar música e música falar.
OuvirEscutarBrincar. TocarVozearRitmar.
Expriment(ar).
Ver como o Tempo vai estar. JamIrIndo sem parar.
Spoken Music não é palavra só de pensar...não é música só de ouvir. Sentir. Viajar.
A voz é cantante a música é falante:
Haja pavilhão auricular! Sem crise(s).
Música falante à voz musical.
Orbesirindo, um novo projecto de spoken music, de Rui Zilhão, Pedro Hilário e Rui Mário.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Eleitos os novos órgãos sociais da Alagamares
Foi eleita a 25 de Outubro uma nova equipa da Alagamares para o próximo biénio. Acima, os novos dirigentes:
Assembleia Geral-Paulo Escoto, Teresa Ricardo e Carla Major
Direcção- Fernando Morais Gomes, João Rodil,João Afonso Aguiar, João Faria dos Santos, Susana Gaspar,Filipe Fiúza e Ricardo Duarte
Conselho Fiscal- Eugénio Montoito,Slava Ruiz e Ricardo Ferreira Fidalgo
Os novos órgãos sociais e membros do novo Conselho Consultivo:Filipe Costa,Carla Dias, Miguel Real,Fernando Pereira,Luciano Reis, Ruy Oliveira e Daniel André. Não estiveram presentes mas integram esse órgão igualmente João Lacerda Tavares,Guilherme Leite, Jorge Menezes, José Furtado,Pedro Macieira,Rui Mário e Fernando Cunha.
A Mesa da Assembleia Geral:João Pedro Santos, Paulo Escoto e João Afonso Aguiar.
O novo vice presidente João Rodil cumprimenta o presidente da Assembleia Geral.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Programa da Alagamares 2011-2013
Tarefas preconizadas para o período 2011-2013
COOPERAÇÃO: Celebraram-se já acordos de cooperação com o Centro Nacional de Cultura, o Ten-Chi Internacional, a SETA- Sociedade Portuguesa para a Educação e Turismo Ambiental e o Centro Mário Dionísio-Casa da Achada, com os quais continuará a desenvolver actividades em parceria. Procurará neste biénio celebrar novos protocolos e acordos com autarquias, associações, pessoas colectivas de direito privado, galerias, grupos de teatro e música, etc no sentido de partilhar projectos, obter apoio para os promovidos pela ALAGAMARES, e divulgar as suas actividades, numa óptica de cooperação e intercâmbio. Para tanto será dinamizado um grupo de trabalho, com supervisão do Presidente visando desenvolver novas parcerias e articular a cooperação com as já acordadas.
QUOTAS E APOIOS: Procurar-se-á agilizar o sistema de cobrança de quotas e todas as actividades a levar a cabo procurarão ser auto-suficientes, sem endividamento e com custos moderados. As iniciativas distinguirão a qualidade de associado e não associado, com atenção à qualidade dos primeiros, desde que mantenham as quotas actualizadas, ou atento o seu contributo em tarefas de apoio na organização e promoção dos eventos. Procurar-se-á um sistema ágil e eficaz de obtenção de apoios e patrocínios para as suas actividades.
LOGOTIPO E SITE: Ir-se-á modernizar o logotipo e a imagem geral da ALAGAMARES, lançando-se para tanto um concurso de ideias aberto junto dos sócios. Será ainda optimizado o nosso portal www.alagamares.net bem como o blogue Notícias da Alagamares http://alagamaresnews.blogspot.com/ e a manutenção duma agenda cultural mensal.
COLÓQUIOS E DEBATES: Procurar-se-ão organizar, realçando sempre as iniciativas vindas da parte dos associados, um conjunto de colóquios de interesse cultural e científico, a promover em locais adequados e acertados pontualmente, com oradores convidados e abertos a todos. Poderá ser adoptado modelo de conferência, debate, sarau ou jantar. Entre os temas a explorar estarão temas históricos, de economia local, intervenção cívica, património, poesia, urbanismo, defesa do consumidor, ambiente, etc, bem como debates destinados à discussão da revisão do PDM e Plano de Sintra, e um outro sobre “Modelos de Desenvolvimento Económico e Emprego: uma alternativa para Sintra”, em moldes a definir. Está a ponderar-se um ciclo de conferências mensais regulares em Sintra, em parceria com um espaço cultural local. Está proposto um Encontro de História Medieval de Sintra para 2013. Será promovida a divulgação popular de ciência e tecnologia, através de artigos de divulgação a editar regularmente através do portal da Associação, e serão igualmente promovidos debates e visitas de natureza científica, conferências ou tertúlias.
VISITAS E ROTEIROS: Serão efectuadas visitas guiadas, de preferência aos fins de semana, com número mínimo de participantes a anunciar, a locais ou circuitos de relevante interesse histórico, cultural, científico e ambiental, além de outros circuitos de periodicidade mais espaçada (a Marrocos ou Astúrias, por exemplo), e passeios pedestres orientados, ou em bicicleta. Em Outubro de 2013 atentos os 870 anos do Tratado de Zamora, fundação da nacionalidade, será realizada uma iniciativa em parceria com uma instituição do país vizinho. Entre os próximos, ir-se-á assinalar a Sintra de Fernando II, visitas a faróis, a estúdios de televisão, ao Museu do Fado, à Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, aos centros de ciência viva, à Faculdade de Ciências, etc. Serão promovidos ainda os "Sábados pela Vila", o “Itinerário pelo Pão e pela Água” e a continuação do ciclo de passeios aos parques naturais portugueses e vilas históricas, para além de se voltar a realizar o Grande Convívio de Verão da ALAGAMARES. A associação promoverá convívios onde se promoverá o lazer, a diversão e o reforço do sentimento de grupo, de carácter regular, e igualmente promoverá passeios pedestres e de cicloturismo, desportos e jogos tradicionais, e, por si ou em ligação com outras associações, passeios no litoral, de observação de fauna, flora, e geologia. No Verão de 2012 procurará promover-se um acampamento da ALAGAMARES, virado para o lazer e educação ambiental.
DINAMIZAÇÃO ARTÍSTICA: Promover-se-ão mostras e espectáculos de música popular e erudita, cinema, teatro, dança, ópera, musicalidades étnicas, poesia, exposições de arte, design e escultura, e outras, com a participação privilegiada de novos artistas e talentos, de preferência ligados ao concelho de Sintra, mas também nacionais ou estrangeiros. Igualmente se procurará realizar um Festival de Cultura Urbana de periodicidade anual, visando conhecer a identidade da zona urbana de Sintra, suas realidades, personagens, rotinas, novas tradições e subculturas, englobando Grafitti Art Expo, Show Break-Dance, debates, Show Spoken Word - Poetry Slam Sintra (Poesia Urbana), Concerto de R.A.P/ Hip-Hop / Jazz Urbano, um concurso de ideias digitais (explorar a identidade da zona urbana através dos meios digitais) um show de Parkour(novo desporto urbano), shows deSkateboard e Bike e uma Taça de Street Football .Ao longo do biénio igualmente se promoverá um Mercado Cultural itinerante, visando promover e dinamizar os produtos, eventos e projectos da cultura sintrense através da apresentação e venda ao público de produtos culturais (artesanato, livros novos e usados,velharias, quadros, CD's de música (local, nacional e internacional),DVD's de cinema (local, nacional e internacional) e apresentação de mini-shows: concertos, teatros, marionetas, recitais de poesia, etc; demonstração e workshops de artesanato. Será dinamizado um percurso poético pelas ruas de Sintra «Conta-me a história daquela casa» procurando as casas desabitadas em risco de perderem a sua história e a sua identidade. Percursos dinamizados por actores com a ajuda das pessoas que habitam essas ruas, bem como de historiadores. Um projecto que virá enriquecer a comunidade Sintrense, na medida em que procurará asas de que poucos falam e/ou que poucos conhecem, sensibilizando ao mesmo tempo para a necessidade da sua preservação. Será promovido um ciclo de Leituras Encenadas: Poesia - Uma vez por mês, actores e diseurs se juntam para “espalhar a palavra”, com pequenos apontamentos performáticos, em diferentes espaços de Sintra – maioritariamente espaços de convívio nocturnos 1 Poetas Sintrenses; 2. Poetas Portugueses; 3. Poetas PALOP’s; 4. Poetas Europeus; 5. Poetas do Mundo. Será também dinamizado o projecto «A Minha Comunidade»: um encontro entre artistas sintrenses e as suas comunidades, partindo de diferentes expressões artísticas: artes plásticas, artes performativas, artes visuais, música, etc.; propomos que cada artista amplie a sua perspectiva sobre a diversidade em Sintra, principalmente em diferentes “bairros” e que a mostre ao público. Partindo da observação da interculturalidade,
DEFESA DE PATRIMÓNIO E URBANISMO: Será promovido o estudo e a divulgação do património de Sintra, com especial enfoque no património em risco, bem como o estudo do urbanismo em Sintra, incidindo na expansão urbanística excessiva e nos problemas daí resultantes, e na melhoria da qualidade de vida proporcionada pela valorização do ordenamento do território, da arquitectura de qualidade, dos valores paisagísticos, do turismo sustentado e do respeito pelos habitats naturais e meio ambiente. Será aprofundado o estudo e discussão dos planos de ordenamento do território, nomeadamente a revisão do PDM de Sintra, do plano da orla costeira Sintra-Sado e outros, em vigor ou previstos, com participação e promoção de sessões públicas de acompanhamento e esclarecimento. Será institucionalizado um Painel de Intervenção Cívica de composição multidisciplinar visando observar, listar e procurar resolver situações que ponham em causa o bem-estar e o desenvolvimento humano a nível social, cultural, ambiental, patrimonial e económico em Sintra, elaborando uma lista de risco de casos prioritários e procurando reunir com os intervenientes e moderar a resolução dos casos procurando recuperar e equilibrar a situação. Em caso de impossibilidade de diálogo/moderação, tal grupo promoverá pressão social e denunciará o caso na praça pública, promovendo a apresentação das queixas que se mostrem necessárias junto das entidades competentes.
OFICINAS CRIATIVAS: Procurar-se-ão organizar "workshops" sob temáticas de ecologia, educação ambiental, cultura popular, património e outros, decorrente dos quais se entregarão certificados de participação. Entre os próximos privilegiar-se-ão os ligados à jardinagem, escrita criativa, azulejaria, banda desenhada, teatro,etc.
MEMÓRIA: Sendo a ALAGAMARES cultora da memória colectiva, procurar-se-ão organizar homenagens a vultos relevantes de Sintra merecedores de ser recordados pelo seu tributo à comunidade, mencionando-se a título de exemplo M.S.Lourenço, Bartolomeu Cid dos Santos ou Domingos Jardo. Será ainda criado um núcleo que promoverá a produção, recolha e arquivo de materiais expositivos, fotográficos e audiovisuais da associação, bem como a produção e distribuição, em ligação com os outros núcleos operacionais, dos materiais de propaganda, divulgação e sensibilização da mesma, ajudando a operacionalizar as actividades.
MICROESTRUTURA: Para a concretização das diversas actividades a futura Direcção, atenta a experiência do passado e suas lições, criará núcleos compostos por associados voluntários que garantam a logística, apoio e sucesso dos diversos eventos e chefiados por um coordenador livremente designado e substituído pela Direcção e que responderá perante a mesma acerca das tarefas desenvolvidas. Os coordenadores que não sejam simultaneamente membros dos órgãos sociais terão assento sem direito a voto nas reuniões da mesma onde sejam agendados assuntos em curso nessas áreas. Imbuído duma cultura de participação e diálogo, o Presidente informará de toda a actividade, na sequência de cada reunião da Direcção, os presidentes da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal, enviando-lhes as actas, documentos e expediente que haja interesse para conhecimento e, nos prazos legais, para o exercício das legais competências. Todos serão convidados a regularmente manifestarem as suas opiniões sobre as actividades da associação, e a qualidade das mesmas, seja em Assembleias Gerais ou em reuniões abertas da Direcção, com participação dos associados, as quais serão anunciadas previamente.
CONSELHO CONSULTIVO: Será igualmente activado desde já um Conselho Consultivo, composto por figuras de reconhecido mérito e prestígio, podendo com a sua experiência e conhecimento ajudar à valorização dos objectivos da associação. Dele farão parte, sem prejuízo de outros que venham a ser convidados, os escritores Miguel Real e Jorge Telles Menezes, os bloggers Daniel André e Pedro Macieira, os autarcas Fernando Pereira e Fernando Cunha, os actores Rui Mário e Carla Dias, o produtor de televisão Guilherme Leite, os divulgadores de história local Ruy Oliveira e Luciano Reis, o director da EPAV, José Luís Furtado, o advogado João Lacerda Tavares, e o designer gráfico Filipe Costa. O Conselho Consultivo poderá reunir por iniciativa própria ou a pedido da Direcção, formulando recomendações e entre si elegerá um Presidente e um Secretário.
A ALAGAMARES, PARCEIRO PARA O DIÁLOGO: A ALAGAMARES interage com a sociedade, e quer dela beber experiências, rasgar caminhos e ser agente de mudança, continuando a ser um parceiro e actor cultural, na sequência dos seus seis anos de actividade e mais de 90 eventos realizados nas mais diversas áreas, mas quer sobretudo divulgar e aprender, para tanto se balizando pela discussão e abordagem permanente de assuntos novos ou em novas perspectivas. Como disse Miguel de Unamuno, "a erudição é, em muitos casos, uma forma disfarçada de preguiça intelectual ou um ópio para adormecer as inquietações íntimas do espírito". Não seremos um núcleo de eruditos, mas seremos artífices e artesãos do Saber, sem dirigismos, dogmas ou espírito de capela, assim cumprindo a nossa missão de cidadãos. A participação entusiasta e crítica nas actividades e na vida associativa será a pedra angular do sucesso e eficácia da associação cujo objectivo é o da promoção da cultura, da região de Sintra e dos seus associados. Em tempos de anemia financeira, não permaneceremos anémicos mas interventivos, cientes de que a cidadania activa deve ser congregadora de sinergias. Rejeitamos a desistência e com entusiasmo e pés assentes no chão proclamamos a nossa vontade de afirmar a Cultura como um dever social e a acção mobilizadora como propulsora de novos horizontes.
A LISTA CANDIDATA AO BIÉNIO 2011-2013Fernando Morais Gomes, João Rodil, João Faria dos Santos, João Aguiar,Susana Gaspar, Ricardo Duarte, Filipe Fiúza ,João Vicente, Paulo Escoto, Teresa Ricardo, Carla Major, Eugénio Montoito, Ricardo Ferreira Fidalgo e Slava Ruiz.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Debate sobre a Reforma das Autarquias, 19 de Novembro
Tema de actualidade e que a todos diz respeito é o da Reforma da Administração Local, redução de freguesias, alteração do quadro das Finanças Locais e novo modelo de eleição e gestão das autarquias locais.
Preocupados com o tema e numa óptica de debate e esclarecimento, a ALAGAMARES em parceria com o jornal CORREIO DE SINTRA leva a efeito um debate aberto com a participação de cidadãos, autarcas e professores de Direito no dia 19 de Novembro, sábado, pelas 15h, no Palácio Valenças, em Sintra. Mais informações sobre os oradores em breve. Aceitam-se sugestões de oradores que gostassem que estivessem presentes e temas a abordar para o nosso endereço electrónico. Entrada livre. Presenças já confirmadas:
ANTÓNIO CÂNDIDO DE OLIVEIRA
Professor Catedrático da Escola de Direito da Universidade do Minho, onde lecciona Direito Administrativo, Direito das Autarquias Locais, Direito do Urbanismo e Direito do Ambiente. Director do Mestrado em Direito das Autarquias Locais.Director das Revistas “Scientia Iuridica” “Cadernos de Justiça Administrativa” e “Direito Regional e Local”. Tem também obra publicada no domínio do direito autárquico.
ANDRÉ FREIRE
Agregado em Ciências Políticas no ISCSP-UTL,Doutor em Sociologia Política pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Mestre em Ciências Sociais pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
SILVINO MALHO RODRIGUES
Responsável concelhio do CDS/PP
LINO PAULO
Deputado Municipal do PCP
JOÃO SILVA
Deputado Municipal do BLOCO DE ESQUERDA
RUI PEREIRA
Presidente da Comissão Política Concelhia do PS
JOSÉ FAUSTINO
Presidente da Concelhia do PSD
Deputado Municipal do PCP
JOÃO SILVA
Deputado Municipal do BLOCO DE ESQUERDA
RUI PEREIRA
Presidente da Comissão Política Concelhia do PS
JOSÉ FAUSTINO
Presidente da Concelhia do PSD
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