quarta-feira, 2 de maio de 2012

Prémio de Banda Desenhada da Alagamares


A Alagamares-Associação Cultural vai atribuir um Prémio de Banda Desenhada e desafia todos os talentosos a partir dos 16 anos a concorrer, nos termos abaixo descritos. Participem e digam aos vossos amigos!

PRÉMIO BANDA DESENHADA DA ALAGAMARES
REGULAMENTO

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Instituição e finalidade
1.O presente Regulamento define as normas que regem a primeira edição do concurso Prémio de Banda Desenhada da Alagamares instituído pela Alagamares-Associação Cultural.
2.O Prémio é concedido no ano de 2012 e até ao mês de Outubro e destina-se a galardoar um trabalho original de banda desenhada, visando estimular a criação nesta área e o aparecimento de novos autores.
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Natureza do Prémio
1.Ao autor da obra premiada é atribuído um prémio de 100 euros, e placa respectiva, a ser entregue em cerimónia pública no ano de 2012.
2.A atribuição do Prémio englobará a divulgação do trabalho premiado na forma que se mostre mais adequada, bem como uma exposição de todos os trabalhos, promovida pela Alagamares-Associação Cultural em colaboração com entidade parceira ou por si própria.
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Júri do Concurso
1.Para efeito da atribuição do Prémio de Banda Desenhada da Alagamares é constituído um júri composto por três elementos, um presidente e duas individualidades indicados pela associação. 
2. Não poderão fazer parte do júri quaisquer intervenientes, directos ou indirectos nas obras a concurso.
3.Aquando da reunião de apuramento do vencedor do prémio, deve o júri designar um representante, de entre os seus elementos, que procede à elaboração de um texto apreciativo da obra seleccionada para ser lido publicamente na sessão da entrega do prémio.
4. As deliberações do júri são tomadas por maioria, excluindo-se a possibilidade de abstenção.
4.Compete à Alagamares-Associação Cultural coordenar o Prémio  e prestar, com eventual colaboração de terceiros, nas sessões que se vierem a realizar,  o apoio ao funcionamento do júri.
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Concurso
1.O concurso para atribuição do Prémio é publicitado durante o mês de Maio de 2012 através da imprensa e da página Internet www.alagamares.net.
2. O tema é livre.
3. São admitidas exclusivamente obras inéditas escritas em português.
4. Idade mínima dos concorrentes 16 anos
5. A apresentação das obras a concurso obedece às seguintes condições:
a) serem apresentadas em formato A3;
b) ter o original um mínimo de 2 e máximo de 6 páginas;
c) serem as pranchas numeradas e assinadas no verso com o nome do autor;
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Prazo de Candidatura
A data limite para apresentação dos originais é o dia 31 de Junho de 2012, nos moldes à frente referidos
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Candidatura
1.As obras concorrentes serão enviadas pelo correio registado e com aviso de recepção e em envelope fechado com indicação exterior “Prémio de Banda Desenhada da Alagamares” para Dharma Livraria- Praceta dos Lírios, nº4 loja, 2725-389 Mem Martins, Sintra, contando a data do respectivo registo postal.
2.Cada concorrente pode apresentar até um máximo de três trabalhos, desde que os envie separadamente.
3. A candidatura deverá mencionar nome, morada, contactos de telefone e e-mail e fotocópia de documento de identificação.
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Apuramento e classificação
1.O júri disporá de sessenta dias para proceder à classificação.
2. Não há lugar a prémios ex-aequo, reservando-se o júri o direito de não atribuir o prémio se considerar que nenhuma obra o justifica.
3. Podem ser atribuídas até duas menções honrosas, às quais será atribuído um diploma assinado pelo presidente do júri.
4. Tomada a decisão, o júri elabora uma acta final com a classificação e a sua proposta para homologação da direcção da Alagamares-Associação Cultural que a deve tornar pública por via postal e na página Internet da associação nos quinze dias imediatos.
5. O autor a quem tenha sido atribuído o Prémio numa edição não poderá concorrer às duas imediatas que se venham a suceder.
6. Da classificação homologada não haverá recurso.
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Publicação da obra
1.A atribuição do Prémio pressupõe a divulgação da obra, não havendo lugar ao pagamento de direitos autorais correspondentes à primeira edição, cuja tiragem é da responsabilidade de editora que a Alagamares-Associação Cultural indicar até ao ano subsequente à entrega do Prémio, devendo o lançamento ocorrer em sessão pública promovida pela associação e devendo constar na edição o logótipo da associação e a menção “Prémio de Banda Desenhada da Alagamares.” do ano 2012.
9.
Casos omissos
Os casos omissos e dúvidas de interpretação deste regulamento serão resolvidos pelo júri, de cuja decisão não há recurso.
10.
Pedidos de Informação
Os pedidos de informação são dirigidos a Alagamares- Associação Cultural, para o telefone 913059184 ou o correio electrónico info@alagamares.net

Esclarecimentos:
- Serão permitimos acabamentos digitais e posteriormente impressos, desde que em A3
-Serão permitidos trabalhos em co-autoria, desde que todos os intervenientes cumpram os requisitos do regulamento e se identifiquem.

sábado, 28 de abril de 2012

Debate da Alagamares em defesa das arvores


Visando debater de forma aberta e plural a temática da defesa da floresta e da protecção do coberto vegetal em Sintra, nas suas várias vertentes e prismas, promoveu a Alagamares no dia 28 de Abril passado um debate na Sociedade União Sintrense, para o qual convidou técnicos, entidades e ambientalistas, com vista a salientar as boas e más práticas e ajudar a apontar soluções, numa óptica de participação positiva que a todos, como “jardineiros” deste território hoje património da humanidade, está cometido.
Iniciou o debate o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, o “pai” da Reserva Agrícola e da Reserva Ecológica e um dos principais rostos da política de ambiente das últimas décadas em Portugal. Enfatizando o papel da árvore no jogo entre o colectivo e o convívio, Ribeiro Telles lembrou ser a eco indispensável ao desenvolvimento, ironizando ter sido por a ter descurado “sido o homem expulso do paraíso”. Vivemos na era do Caos, prosseguiu, o que dificultou a potencialidade da fixação. Segundo ele, são os países que garantem a biodiversidade os que mais têm potencialidade de segurança, tendo sido a compartimentação dos espaços agrícolas o que permitiu o desenvolvimento da civilização actual.
Garantir um contínuo verde através das cidades deverá ser um mandamento do planeamento, enfatizou, na luta contra o Caos e distribuição especulativa do território.”Continuamos no tempo da mancha e não do desenho do paraíso”, rematou, referindo-se à visão fragmentada que os instrumentos de gestão territorial fazem de realidades amplas e interligadas.
Eugénio Sequeira, da Liga da Protecção da Natureza, detendo-se no tema da árvore em espaço urbano, refutou o entendimento de que se possam fazer podas em árvores decorativas como as feitas em árvores de fruto, vincando a necessidade de manter as árvores na medida do possível. “Para quê cortar a totalidade quando só 20% estão doentes?” questionou. Tem de se fazer mais para salvar as árvores, e nesse processo a auscultação das pessoas é fundamental, bem como trazer as populações para a gestão das zonas verdes.
Nuno Oliveira, em representação da Parques de Sintra-Monte da Lua, que gere 550 hectares de território dentro da Área de Paisagem Cultural classificada como Património Mundial, caracterizou a serra de Sintra como zona de eucaliptos, pinheiro bravo e espécies invasoras, e salientou o facto de não terem havido intervenções na mata recentemente, embora a PSML esteja atenta à invasão das lenhosas para as quais preconiza abates especiais, sendo essa uma tarefa a longo prazo, bem como a arborização de áreas intervencionadas (60 hectares mais, até ao fim de 2012). Referiu também terem sido georeferenciadas 18.000 árvores na zona da PSML e mais de 35.000 árvores dentro do Parque da Pena, estando em curso a classificação e medição desse vasto património arbóreo. Quanto às podas, distinguiu as efectuadas na área da PSML, tendo sobretudo em vista a segurança dos visitantes, que critérios de alinhamento ou segurança, típica das intervenções em zona urbana. Os abates ocorridos têm sido precedidos de relatórios fitossanitários com base numa avaliação técnica consciente.
O director do Departamento de Ambiente da Câmara de Sintra, Carlos Albuquerque enfatizou ter nos últimos anos aumentado a participação dos cidadãos em torno destes temas, bem como ter vindo a reduzir o número de reclamações junto da autarquia. Anunciou a edição de uma brochura “´´Árvore Morta, Árvore Posta”, na qual de forma pedagógica se pretende explicar o que vai acontecer após o abate de árvores. Concordou com a necessidade de um contínuo natural, propugnando que a próxima revisão do PDM consagre esse contínuo na vertente norte-sul, sob pena de o Parque de Sintra-Cascais ficar cortado ao meio. Reiterou uma melhoria nos procedimentos municipais, ao publicitar e divulgar os relatórios previamente às intervenções, numa melhoria na relação com os munícipes em comparação com procedimentos anteriores.
 O representante do ICOMOS regozijou-se pela realização desta iniciativa e referiu que “espécie invasora, a bem dizer, é o Homem” e informou que esse organismo vai fazer a monitorização das áreas classificadas como Património Mundial.
O representante da Sociedade Portuguesa de Alergologia, Rui Brandão, da Universidade de Évora, procurou desfazer alguns mitos em torno das árvores como fonte de alergias. Segundo ele, não há relação directa entre a exposição a agentes polínicos e as alergias respiratórias, sendo as espécies mais problemáticas a oliveira e a criptoméria japónica. Igualmente não serão os polens os responsáveis pelas atopias respiratórias ou manifestações alérgicas, nem as irritações podem ser tidas como alergias. São as coníferas quem mais produz o pólen, mas o pólen é pobre em proteínas e para haver reacções alérgicas terá de se verificar a existência dessa proteínas, explicou.
Aberto o debate, usaram da palavra diversos participantes. André Beja, salientou a degradação da floresta e a falta de vigilância, bem como o facto de as podas não serem correctamente executadas. Deplorou não haver presentemente jardineiros em número suficiente ou viveiros da autarquia, que atribuiu à política de outsourcing praticada, constatando que dos abates de árvores recentemente ocorridos em Sintra, só alguns considera justificados, sendo que menos de metade das árvores foram repostas. Pedro Macieira criticou os cortes selvagens com recurso à técnica de rolagem e João Pereira chamou a atenção para outras zonas do concelho, como o Cacém, onde a arborização é secundária.
Depois de Bruno Quinhones questionar o tipo de espécies e sementes usadas nas novas sementeiras, Adriana Jones, da ADPS, fez uma intervenção condenando a extinção do Conselho Municipal de Ambiente e a paralisia do Conselho Consultivo do Parque Natural Sintra-Cascais, bem como a falta do Plano Verde, já elaborado em 2005. Outros intervenientes abordaram casos pontuais de abates e podas na Correnteza e em Monte Santos (Luísa Morais) o destino das madeiras ou seu abandono nas bermas (Esmeralda Luís) os cortes no Largo do Morais (Jorge Menezes) ou a prática de desportos radicais na serra(José Manuel Laranjo). Uma participante questionou mesmo se a nova brochura anunciada pelo director de Ambiente da CMS foi precedida de consulta ou auscultação pública.
Os participantes responderam às questões, dirigidas sobretudo aos representantes da PSML e da Câmara Municipal, tendo sido informado ir a Parques de Sintra plantar 50.000 novas árvores, e serem as sementes usadas inteiramente certificadas, até por imposição de directivas europeias, no âmbito dos concursos de aquisição. Tanto o representante da PSML como o da CMS apelaram a mais acções de voluntariado, sobretudo no arranque das acácias, reiterando Carlos Albuquerque ser de incrementar uma cultura de contacto com os munícipes.
Postas mais de 3 horas de profícuo debate e troca de informações, entende a Alagamares ter sido dado um contributo para essa cultura de contacto, em que se troquem informações, ouçam os parceiros da sociedade civil, desmistifiquem falsas verdades e se chamem as populações a contribuir na preservação do território do qual é toda ela beneficiária. A Alagamares voltará ao tema, neste ou noutro figurino, numa óptica de participação positiva e disponibilidade para construir pontes e  tornar o  diálogo permanente.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Um filme em Galamares, nos anos 40

Abaixo, e em 3 partes, num total de 25m, o filme "A Ameaça", rodado em Galamares em 1940. No início da 2ª parte, pode reconhecer-se o actual Arraçário, a Ponte Redonda (muito mais frondosa) e várias casas de Galamares, do tempo em que tinha sete pensões.
Filme realizado pelo médico João Maria Damasceno R. Bordallo-Pinheiro, bisneto do Rei D. Luís e da actriz Rosa Damasceno e sobrinho-neto do pintor Columbano e do caricaturista republicano Raphael Bordallo-Pinheiro. A película conta também com a participação do sogro, o Engº Mário Pedro de Alcântara Vieira de Sá, bisneto do Rei D. Pedro IV de Portugal (D. Pedro I, libertador e 1º Imperador do Brasil).




Performance da Oficina de Teatro da Alagamares


Teve lugar no domingo 18 de Março no Espaço 2M dos Tapafuros, no Centro Comercial da Bela Vista (Mem Martins) a apresentação da récita final do curso/oficina de teatro de 2012 da Alagamares, já na sua 5ª edição, com a performance  "um dia ainda morro (de sede) nas margens da poesia", encenado por Rui Mário e com a participação da classe de 2012: André Beja, Carolina Justino, David Pereira, Madalena Silva, Mónica Franco, Patrícia Branco, Patrícia Deus, Sofia Pena e Tatiana Gomes. Algumas fotos:





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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Lançamento literário da Alagamares

No início de uma semana que culminará com a festa do 7º aniversário, no dia 9 de Março, a Alagamares promoveu no café Saudade, dia 5 de Março o lançamento em Sintra do último romance de Sérgio Luís Carvalho, "O Segredo de Barcarrota", com apresentação de Miguel Real, e a presença do autor.





Sérgio Luís Carvalho licenciou-se em História (1981) e é mestre em História Medieval (1988).Foi  Director Científico do Museu do Pão.
Publicou os romances “Anno Domini 1348” (Edição C. M. S., 1990; Prémio Literário Ferreira de Castro 1989; finalista do Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia, Cognac 2004 e finalista do Prémio Amphi de literatura Europeia Lille 2005), “As Horas de Monsaraz” (Campo das Letras, 1997), “El-Rei-Pastor” (Campo das Letras, 2000), “Os Rios da Babilónia” (Campo das Letras, 2003), “Retrato de S. Jerónimo no seu Estúdio” (Campo das Letras, 2006), entre outros, sendo a sua obra mais recente “O Destino do Capitão Blanc”(Planeta,2009,
Alguns dos seus romances estão traduzidos e publicados em França e Espanha. É ainda autor de vários livros de investigação histórica e literatura juvenil.Entrevista para o site da Alagamares-Associação Cultural em:

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Visita ao Museu do Fado

Dentro do espírito de conhecer locais e instituições dedicados à Cultura, a Alagamares promoveu no dia 12 de Fevereiro uma visita ao Museu do Fado, onde no final, houve ocasião de escutar algumas interpretações na voz de Maria Amélia Proença


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

7º Aniversário da Alagamares

9 de Março, a partir das 20h, no Ginásio do Sintrense, na Estefânea, em Sintra,festa de aniversário da associação, durante a qual se homenagearão algumas figuras da vida cultural e cívica sintrense. Com música, poesia e participações várias e serviço de bar. ENTRADA LIVRE.

Para já a revelação de três nomes da Cultura e Cidadania que iremos homenagear, a saber:
CATEGORIA ARTES PERFORMATIVAS 
FILOMENA OLIVEIRA 



Filomena Oliveira é autora de Tomai lá do O’Neill (C. Teatro de Sintra, 1999; Teatro Auditório de Benfica, 2008) e da adaptação dramatúrgica de A Relíquia, de Eça de Queirós, levada a cena no Teatro Ibérico, em 2010, encenada pelo brasileiro Onivaldo Dutra, e, com Carlos Carvalheiro, da adaptação dramatúrgica, sob o título "Viriato", de A Voz dos Deuses, de João Aguiar (Castelo de Almourol, 2000, Companhia de Teatro Fatias de Cá, Tomar). É ainda autora da tradução e da versão dramatúrgica de O Alquimista de Ben Jonson (Quinta da Regaleira, 2005, Teatro Tapafuros).
Foi professora na Escola Superior de Educação de Coimbra, entre 2000 e 2005, na licenciatura de Teatro, trabalhando com Manuel Guerra e António Mercado. Em Coimbra, orientou ainda ateliers de teatro na Oficina Municipal de Teatro, tendo encenado dois espectáculos da sua autoria para a infância e juventude: O Labirinto e o Minotauro e Ítaca.
Concebeu e orientou o Programa de Expressão Dramática para o Curso de Professores do Instituto Pedagógico da cidade da Praia em Cabo-Verde (2004).
Apresentou comunicações nos Encontros de Teatro Ibérico, realizados no Teatro Garcia de Resende em Évora, entre 2003 e 2008, no âmbito do Fórum Teatral Ibérico, tendo sido formadora na Escola Superior de Teatro e Dança de Badajoz.
Em 2008 adaptou e encenou para o CENDREV, de Évora, o romance Memórias de Branca Dias, de Miguel Real, representado por Rosário Gonzaga, em digressão por todo o país. Em conjunto com Miguel Real é autora de:
- Adaptação dramatúrgica de Memorial do Convento, de J. Saramago, encenação Joaquim Benite (Teatro da Trindade, 1999, Companhias de Teatro de Almada e de Sintra,) e de uma versão para cinco actores, encenação Filomena Oliveira no Palácio N. de Mafra, (TNDMII, 2007/08; Éter-Produção Cultural, 2010);
- Os Patriotas, peça de teatro sobre a Geração de 70 e o Ultimato de 1890, encenada por Filomena Oliveira (Quinta da Regaleira, Sintra, 2001);
- O Umbigo de Régio, espectáculo apoiado pelo Ministério da Cultura com encenação de Filomena Oliveira (Teatro da Trindade e Barraca, 2003);
- Liberdade, Liberdade!, espectáculo sobre os presos políticos no Estado Novo, apoiado pelo Ministério da Cultura, encenado por Filomena Oliveira, Sintra, 2004 e bar do Teatro da Trindade, 2006 (Teatro Tapafuros);
- 1755. O Grande Terramoto, encenação de Jorge Fraga (Teatro da Trindade, 2006);
- Vieira – O Céu na Terra, na comemoração do quarto centenário do nascimento de Padre A. Vieira, com produção do Teatro Nacional D. Maria II, encenação de Filomena Oliveira (Ruínas do Carmo, Lisboa, Verão de 2008); e Vieira – O Sonho do Império (Museu do Teatro, Lisboa, 2009/10, Éter-Produção Cultural);
- Adaptação dramatúrgica de Os Maias, de Eça de Queirós, encenação de Filomena Oliveira (Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra, 2010, Éter- Produção Cultural);
- Uma Família Portuguesa, Grande Prémio do Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores/Teatro Aberto, levada à cena no Teatro Aberto, com encenação de Cristina Carvalhal (2010), espectáculo seleccionado para o Festival de Teatro de Almada e para um Festival de Teatro na Finlândia.

Em Janeiro de 2012, estreou o espectáculo NAVEGAR, CAMÕES, PESSOA E O V IMPÉRIO, escrita com Miguel Real, em cena no Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa, com música original de David Martins, pela ÉTER - Produção Cultural.


CATEGORIA CIDADANIA

FERNANDO SOUSA
 
Fernando Sousa, natural de Sintra, onde nasceu em 1952, estudou Direito, é jornalista e dramaturgo. Trabalhou nos jornais Tempo, Diário de Notícias e Público, e foi correspondente e colaborador de noutros periódicos, nacionais e regionais. Foi ainda crítico de teatro e de literatura. Na dramaturgia, o seu trabalho tem-se centrado na temática da guerra colonial. Membro da Amnistia Internacional desde 1985, fundou em 1991 o Grupo 19, em Sintra, estrutura que coordenou duas vezes e que desde então abraçou com determinação causas como Timor-Leste, nos anos de 1990, e a libertação de inúmeros prisioneiros de consciência, incluindo recentemente oito na Guiné Equatorial. Formou ainda ao longo das últimas décadas milhares de estudantes do concelho na área dos Direitos Humanos. Nesta data é jornalista freelancer e escritor, actividades que exerce a par ainda da colaboração com as estruturas nacionais da Amnistia Internacional Portugal. 

CATEGORIA LITERATURA

JORGE TELLES MENEZES

Poeta, tradutor, dramaturgo, cultor de spoken word. Sintra estruturou a sua existência. O verdadeiro cosmopolita é o mais puro defensor da tradição. Cresceu como ser humano quando traduziu Martin Heidegger e William Faulkner. De poesia publicou os livros In einer Fremden Stadt e Selenographia in Cynthia. É contra a civilização do petróleo, só usa transportes públicos. Recentemente editou Novelos de Sintra, de que se disse “ Um homem, uma mulher, uma montanha, uma casa, todos os outros homens e todas as outras casas, aldeias pequenas, médias e grandes e uma cidade. Sem nomes, eles são arquétipos das relações entre os humanos e entre estes e o património natural e construído. A meio do novelo, escapa contudo um topónimo que lhe retira o carácter universalista, pois afinal a utopia tem um nome – «Acordou no paraíso que o homem roubou para a terra ao reino de Deus: a montanha de Sintra». Desdenhando da necessidade de conceder verosimilhança à sua narrativa, o autor aproxima a sua novela da tradição de realismo fantástico – e não pede sequer permissão ao leitor para lançar para a cena personagens improváveis vivendo situações impossíveis. Se quisermos aproximar a novela de Telles de Menezes de um referente português, poderemos sem dúvida fazê-lo em relação às novelas de José Saramago, que aspiram a afirmar-se, segundo o Nobel luso, como «um espaço criativo onde devem estar o ensaio, o drama, a filosofia, a ciência», oferecendo-se como «um depósito da sabedoria humana»
Está presentemente empenhado na revista literária online Selene-Culturas de Sintra





Passando este ano 25 anos da morte de Zeca Afonso e 30 da de Adriano Correia de Oliveira, artistas vários farão uma homenagem musical, no contexto do Projecto Maiores que o Pensamento, plataforma de associações que por todo o país no ano de 2012 promoverá eventos e celebrações.

Alguns participantes já confirmados:

FRANCISCO NAIA E AMIGOS :PROJECTO RE-NASCER

Francisco Naia, Voz 
José Carita,Guitarra
RicardoFonseca,Guitarra e Viola Campaniça
Gil Pereira: Contrabaixo
Jorge Costa: Saxofone e Flauta Transversal
VÍTOR SARMENTO

Amante da música portuguesa desde que em 1973 começou a ouvir  e a cantarolar Sérgio Godinho e José Afonso.No final de 1974 colaborou com o Grupo Cultural de Unidade Popular (GCUP). Em 1975, colaborou com um grupo de jovens que percorriam algumas zonas do país a tocar e cantar canções da Revolução.Entre 1997 e 1999, integrou o grupo Três de Abril;
No ano 2000 ajudou a criar o grupo Erva de Cheiro.Foi o criador de vários projectos musicais, destacando-se o projecto “30 anos-30 canções de Abril” em 2004, o tributo a Adriano Correia de Oliveira “Cantaremos Adriano” em 2007. Com o grupo  Erva de Cheiro, o tributo a José Afonso “ Que viva o Zeca” em 2007 e no  ano de 2009 com o projecto “ Das mais belas canções de Abril”.
Participou na gravação de 3 CDs. Actualmente com 54 anos de idade, para além de continuar a cantar a solo sempre que se proporciona, participa no projecto  musical “ Cantadores da Rusga”, composto por 4 elementos.

JORGE JORDAN

Jorge  Jordan  nasceu em Lisboa e 10/06/56.Com 13 anos fez parte do Coro da Escola Francisco de Arruda, tendo estado nessa qualidade na RTP, por ocasião do dia de Portugal em 1969. Participou na Oficina de Samba da comunidade Afro- Brasileira. Com Pedro Vallenstein compões as musicas para as peças; Galieleu  Galilei e Ananuke, no Teatro S.Luiz e várias Escolas Secundárias, tendo também participado como actor. Tem vários poemas musicados de Marquesa de Alorna, Eugénio de Andrade, Francisco Vasconcelos
Nos anos 74/76 colaborou com o Grupo de Acção Cultural (GAC). Em vários momentos participou em várias sessões de canto livre a par de José Jorge Letria, Afonso Dias, Francisco Fanhais, Vitorino, Samuel, Duarte, Tino Flores. Em 2000 juntou-se ao Grupo Erva de Cheiro.Em 2004 participa no projecto “30 anos- 30 canções de Abril”.Em 2007 participa na gravação do 2º CD do Erva de Cheiro “ Que viva o Zeca”, tendo participado nos cerca de 20 espectáculos deste tributo.Também em 2007, com outros músicos, participa no tributo a Adriano Coreia de Oliveira “ cantaremos Adriano”, de que resultou também a gravação de um CD.
No campo das artes performativas, temos para já confirmadas as presenças de Orbesirindo (projecto de spoken word de Rui Mário, Pedro Hilário e Rui Zilhão)
Poesia e leitura de textos por Susana C.Gaspar   
e Vanessa Muscolino
Breve História da Alagamares em



LOCALIZAÇÃO
Chegando a Sintra, de carro, deve estacionar ou junto ao Centro Cultural Olga Cadaval, ou na zona perto do jardim da Correnteza e andar uns 50m na R.Heliodoro Salgado (pedonal), onde a 10m da Pastelaria Tirol e do mesmo lado da rua há uma rampa de acesso ao antigo ginásio do Sport União Sintrense. Ver imagem abaixo, indicando o acesso com X.

Autocarros da Scotturb desde Cascais 403, Fontanelas 441, Oeiras 467. Horários em
 

Comboios- Estações da Portela de Sintra e Sintra (preferencial).Horários em



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mais uma árvore abatida

Na senda dos abates de árvores, foi agora a vez de um chorão emblemático em Gouveia. Imagens de Maria do Céu Raposo.
                                 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tertúlia no Saudade


Reportagem da tertúlia da Alagamares sobre os Templários no Sintra Canal em:
http://www.sintracanal.tv/html/?v=wIPa1aW05j
Depois da tomada de Sintra aos mouros, em 1147, tratou D. Afonso Henriques de entregar a guarda da vila à Ordem do Templo. Assim, através de um documento de 1157 dirigido a D. Gualdim Pais, Grão-Mestre da dita Ordem, ficaram os Templários como primeiros donatários de Sintra.
Sexta feira 13 de Janeiro, e com elevada participação, a Alagamares evocou a presença templária em Sintra e suas influências, numa tertúlia no Café Saudade, tendo sido orador o escritor João Rodil.



domingo, 1 de janeiro de 2012

Ainda as árvores:podas e substituições



Continua na ordem do dia a polémica (mesmo incompreensível) intervenção que os serviços camarários vão fazendo em diversas árvores no centro de Sintra. Apesar de a única comunicação pública ter sido feita pela Câmara Municipal através do seu website referindo que “A Câmara Municipal de Sintra deu início à substituição de árvores que se encontram em deficientes condições fisiológicas para permanecer em locais públicos, após estudo efectuado pelo Instituto Superior de Agronomia.”  , nunca até ao momento isso se verificou.
Ainda esta semana, na Correnteza diversas árvores foram substituídas por… calçada.


Se estas acções se revestem de grande controvérsia, embora possam ser aceites mediante possíveis pareceres técnicos, inqualificável a todos os títulos é a forma de procedimento por parte da instituição que mais deveria zelar pelo património cultural à sua guarda.
No entanto, se reflectirmos um pouco, concluímos que este património “em risco” foi substituído de forma semelhante, por exemplo, à cobertura do café Paris, bem no Centro Histórico, num passado recente. Embora propriedade privada, encerra em si interesses bem públicos, quanto mais não seja pela arquitectura do lugar.
Significará por estas bandas “substituição” o mesmo que “remoção”? E que coerência existe, por exemplo, também em relação ao Vale da Raposa, autêntico matagal e depósito de lixo, em perigo claro de incêndio nos meses de Verão, posição já assumida pelas corporações de Bombeiros? Não haverá aqui risco eminente para a segurança pública? É privado, eu sei mas… que raio! Então servirá só a fiscalização para intervir em situações menores e por vezes caricatas?
Coincidência ou mera curiosidade, aquando de umas pesquisas que estou a desenvolver na imprensa regional sintrense, encontrei estes artigos no jornal Ecos de Sintra de 1946.






Vale a pena ler e verificar como estas questões que nos assolam a paciência nos dias de hoje, já levavam à irritação os nossos antepassados de há 65 anos, até mesmo na capital. Também neste particular, e infelizmente para nós, a imprensa regional era outra…
E já agora, o que se faz à lenha das árvores abatidas? Em 1946 era vendida em hasta pública…
Oxalá que daqui a 65 anos as coisas estejam bem diferentes!
Ricardo Duarte.